Política

Geddel deixa conversas políticas abertas e critica governador

Imagem Geddel deixa conversas políticas abertas e critica governador

Presidente do PMDB diz que não tem preconceitos nas conversas e condena administração de Wagner

Publicado em 03/06/2013, às 10h44        Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)

O vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal e presidente estadual do PMDB, Geddel Vieira Lima, concedeu entrevista à Tribuna da Bahia e deixou aberta a possibilidade de dialogar com todas as forças políticas do estado. Desta maneira, Geddel não fechou a porta para uma eventual negociação de apoio nas eleições do ano que vem. Entretanto, aproveitou o espaço para fazer duras críticas ao governador Jaques Wagner.
Para o ex-deputado federal, como ente político, sua obrigação é manter todos os canais de conversações abertos para que as possibilidades possam ser avaliadas de maneira correta. Por conta disto, o presidente peemedebista diz manter uma relação bastante cordial e respeitosa com os principais lideres do PT estadual, em especial Wagner. Entretanto, diz que nunca foi procurado pelo PT para debater projeto.
“Eu sou político, sou um homem público, evidentemente que tenho que estar aberto para conversar com todas as forças políticas do meu Estado. Não tenho nenhum preconceito em conversar com quem quer que seja”, avaliou. Para Geddel, Walter Pinheiro e Lídice da Mata são os melhores quadros para uma eventual chapa da base, mas não terão chance. Esta avaliação, ele afirma, decorre da predileção já definida de Wagner pela candidatura de Rui Costa, a qual tenta convencer o partido da viabilidade. 
O governador foi tema de duras críticas e Geddel na entrevista. Ao avaliar a atuação do governador, o peemedebista afirmou que em vários pontos agiria de maneira absolutamente contrária à de Wagner, uma vez que este se preocupa demais com conversas, não elege prioridades e permite que o estado perca muitas oportunidades e faça a Bahia evoluir de maneira muito lenta. De acordo com o vice da Caixa, Wagner não entra em campo com voz ativa para defender os interesses da Bahia.
“Acho que a Bahia perdeu muitas oportunidades que o Brasil ofereceu. Se dizia que a tal da vinculação do mesmo partido, tese que discordo, seria fundamental para se fazer uma verdadeira revolução na Bahia, não é o que eu vejo. Agora, às vésperas da eleição, o governo anuncia uma nova intervenção importante – tomara que saia do papel aqui em Salvador –, tentando recuperar o desgaste. Mas, ao longo de sete anos, deixamos muito a desejar”, revelou.
Geddel Vieira Lima também avaliou positivamente os primeiros cinco meses de governo de ACM neto em Salvador e assentiu às escolhas do demista na cidade. Na sua avaliação, Neto está cuidando de prioridades na cidade e, ao mesmo tempo, arruma a casa para tentar fazer com que a prefeitura tenha mais dinheiro para viabilizar a gestão. Por conta disso, considera uma “brutalidade, uma má-fé política” a tentativa petista de desmerecer o trabalho do prefeito com base em cinco meses de trabalho enfrentando problemas acumulados nos últimos oito anos.

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