Política

Vale quanto pesa: Otto Alencar critica quem não se situa

[Vale quanto pesa: Otto Alencar critica quem não se situa]
05 de Novembro de 2013 às 06:19 Por: Luiz Fernando Lima (twitter: @limaluizf)


 

O espaço reservado antecipadamente na chapa majoritária governista de 2014 coloca o vice-governador e secretário estadual de Infraestrutura, Otto Alencar (PSD), em uma situação mais confortável em relação aos outros postulantes que se digladiam em busca da cabeça e da vice.

Com um discurso amarrado e direcionado para as pautas do Congresso Nacional, Otto tem evitado ataques diretos a adversários. É aceito até pelos petistas mais radicais que reconhecem a lealdade e o trabalho do secretário. Afirma que aprendeu ainda enquanto residente de medicina que o papel do médico era levar o tratamento e quando este faltar, a palavra amiga deve ter o lugar.

Embora nem sempre entre em disputa e faça questão de enaltecer a história, Otto tem se mostrado indignado com algumas lideranças políticas. Sem citar nomes criticou a postura de alguns postulantes que, conforme o vice-governador, não conseguem ter a dimensão do papel que exercem.

“Queria saber quando vão inventar uma balança para o político subir exatamente quanto pesa. Muita gente se avalia mal. Já vi muita gente subir neste momento e quando chega a hora não ter o tamanho que diz ter”, declarou sem direcionar.

Governo

Quando questionado sobre a falta de manutenção nas rodovias baianas, Otto argumenta que não há recursos para atender a demanda ininterrupta. A crítica do vice-governador é exatamente esta. De acordo com ele, a concentração dos recursos no governo federal é um problema que deve ser resolvido pelo Congresso Nacional.

“Conheço a realidade econômica de muitos estados e posso garantir que depois de pagar a folha não sobra mais que 10% para investimento em nenhum dos estados brasileiros. O governo estadual é responsável pela folha de sete: do próprio Executivo, do Legislativo, Judiciário, Ministério Público, Defensoria Pública, Tribunal de Contas dos Estados e dos Municípios”.

Otto defende uma reforma tributária urgente para dar condições dos governadores cuidarem das “coisas do estado” sem que haja necessidade de “passar o pires” em busca de recursos federais. “Juscelino Kubitschek deve estar se contorcendo por ter dado tanto poder a Brasília”.

Os únicos estados que estão fora desta crise instaurada, segundo Otto, são os dois novos Tocantis e Mato Grosso do Sul – que não têm problema de déficit previdenciário -, Sergipe – que é pequeno-, Rio de Janeiro e Espirito Santo – por causa do Petróleo – e São Paulo – por razões econômicas óbvias.

“O Rio Grande do Sul já está com a folha acima do limite prudencial. 46% da receita está comprometida. A Bahia ainda consegue se manter, mas tenho a certeza que se não houver a repactuação dentro de pouco tempo todos os governadores estarão assistindo suas contas serem rejeitadas”.


Publicada no dia 04 de novembro de 2013, às 16h33
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