Política

Nós estamos abrindo o baú dos ossos da ditadura, declara Emiliano

[Nós estamos abrindo o baú dos ossos da ditadura, declara Emiliano]
12 de Novembro de 2013 às 06:28 Por: *Luiz Fernando Lima (twitter: @limaluizf)
Aos 67 anos, o jornalista e suplente de deputado federal Emiliano José (PT) tem se dedicado a trazer para luz as atrocidades cometidas nos porões da ditadura militar do Brasil. Nos próximos dias 3 e 4 de dezembro o petista se junta ao juiz do Trabalho em Recife, Theodomiro Romeiro dos Santos para a primeira audiência pública da Comissão da Verdade em Salvador.

Em conversa com a reportagem do Bocão News, no último domingo (10), o petista defendeu a necessidade de desvendar as atrocidades cometidas pela ditadura militar. “Nós estamos abrindo o baú. Depois de muito tempo nós estamos abrindo o baú dos ossos. É um momento muito rico para a história do Brasil”.

De acordo com o jornalista, as comissões da verdade estão demonstrando “o que foi aquele período de terror da ditadura. Terror e assassinato da ditadura. Terror e morte da ditadura. Desaparecimento de pessoas. Tortura de militantes, de velhos, de crianças. Mortes sobre torturas inomináveis. Tudo isso está sendo demonstrado”.

Sobre a participação na audiência, Emiliano vai relatar o que já vem escrevendo há muito tempo. “Ficamos presos juntos (Emiliano e Theodomiro) na galeria ‘F’ da penitenciária Lemos de Brito. Vamos falar o que passamos o que experimentamos. A tortura de pau de arara, choque elétrico, espancamentos dos mais variados”.

O petista não se furta a revelar o nome dos que comandavam os porões. “Ali no Quartel do Barbalho, sob comando do coronel Luís Arthur de Carvalho e outros torturadores a comando dele, sofremos atrocidades”.

PT

As declarações foram dadas à reportagem deste site em frente ao DCE da Ufba na avenida Cardeal da Silva, Federação, na manhã de domingo (10) quando acontecia o Processo de Eleição Direta (PED) do PT. Emiliano fez questão de defender a forma “democrática” escolhida pelo partido de eleger dirigentes.

“Eu faço uma leitura sempre muito positiva quanto às eleições diretas do PT. É o único partido no Brasil que tem esta prática extremamente estimuladora. Ela dá vida ao partido. Suscita a controvérsia e, talvez, as pessoas de fora se assustem quando neste processo as divergências vêm à tona, mas isto é da normalidade do partido. Não é algo que nos desagrade”.

Ironizando o conceito de eleição interna, Emiliano pondera que o processo não foi contaminado pela disputa pela indicação do candidato a governo do estado. “É um mecanismo (o PED) que as pessoas chamam de ‘infernal’. Porque às vezes o debate é muito aceso mais é vital para o partido”.


Publicada no dia 11 de novembro de 2013, às 15h20
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