Política

Ala pró-governo no Senado pressiona por impeachment de ministros do STF

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Senadores cobram votação de projeto que prevê prazo de 15 dias para análise de pedidos de impedimento de integrantes do STF

Publicado em 03/05/2022, às 07h28    Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil    Redação

A trégua entre o presidente Jair Bolsonaro e o Supremo Tribunal Federal (STF) está com os dias contados. Segundo informações do Estadão, a bancada governista no Senado foi acionada pela Casa Civil para pressionar o Congresso a acelerar a tramitação de pedidos de impeachment de ministros da Corte.

Atualmente, há 27 pedidos de impeachment de ministros do STF sem análise na Casa, 12 deles contra Alexandre de Moraes, ministro que determinou a prisão do deputado bolsonarista Daniel Silveira (PTB).

Senadores aliados de presidente Bolsonaro têm pressionado Rodrigo Pacheco, com o objetivo de colocar em votação o projeto que estabelece prazo de 15 dias para um pedido de impeachment ser avaliado pela cúpula do Senado. “Não é possível num colegiado, porque nós somos 81 senadores com iguais poderes e direitos, permanecer essa tradição de que uma vontade só decide por todos”, disse o líder do movimento, Lasier Martins (Podemos), referindo-se ao fato de que somente Pacheco pode tomar a primeira decisão sobre avaliação dos pedidos de impeachment.

Mas além do Senado, a bancada bolsonarista também age na Câmara. Projeto de autoria do deputado Paulo Eduardo Martins (PL-PR) inclui na lista de possíveis crimes de responsabilidade dos ministros manifestar opinião sobre processo pendente de julgamento ou sobre atividades dos outros Poderes.

“O projeto acrescenta no rol de crimes de responsabilidade aquilo que se aplica aos magistrados segundo a Lei da Magistratura. É algo que há muito deveria estar previsto”, disse o deputado do PL, em entrevista ao Estadão.

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