Coronavírus

CPI da Covid: Pazuello defende atuação do ministério em crise de oxigênio em Manaus

[CPI da Covid: Pazuello defende atuação do ministério em crise de oxigênio em Manaus]
20 de Maio de 2021 às 14:14 Por: Jefferson Rudy/ Agência Senado Por: Redação BNews

Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde e testemunha na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da covid-19 no Senado Federal, defendeu nesta quinta-feira (20) a atuação do ministério na crise de oxigênio em Manaus, Amazonas, no começo de 2021 e negou que a gestão não tenha ajudado na solução da crise.

"Que mente doente seria a minha em dizer: 'Olha só, não vou atender Manaus, não vou ajudar em nada. Vou deixar as pessoas morrerem’, eu jamais poderia pensar dessa forma. Não pensaria para nenhuma cidade, quanto mais para Manaus", afirmou o ex-ministro, que construiu parte da sua carreira militar no estado. 

Em depoimento, o ex-ministro afirmou que sua pasta era favorável a uma intervenção no estado do Amazonas, mas que foi decidido em contrário durante reunião de ministros, com a presença do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

"Essa decisão não era minha. Ela foi levada ao conselho de ministros. O governador se apresentou ao conselho de ministros e se justificou. E foi decidido, nesse conselho, que não haveria [...] Foi levado à reunião de ministros com o presidente. E o governador, presente, se explicou, apresentou suas observações. E foi decidido pela não intervenção. Foi dessa forma que aconteceu", complementou.

Especulado como possível candidato do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ao Senado Federal ou ao governo do Amazonas, Pazuello negou que irá concorrer a esses cargos em 2022 ao ser questionado pelo senador Angelo Coronel (PSD-BA), suplente da CPI. 

"Não tenho a coragem que o senhor tem. Não tenho coragem de entrar numa bola dividida de Senado ou governador, é muito sério isso. É um caminho que deve ser construído com uma experiência política longa, eu não a tenho e não faria esse caminho de forma arriscada [...] Não, eu não sou candidato a senador ou governador do Amazonas. Isso foi um movimento que não partiu de mim", garantiu Pazuello.

 


 

 

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