Eleições

Lula terá papel destacado em meu governo, afirma Haddad

[Lula terá papel destacado em meu governo, afirma Haddad]
18 de Setembro de 2018 às 06:28 Por: Adenilson Nunes/BNews Por: Folhapress

Lula é um grande conselheiro e terá papel destacado em meu governo, disse Fernando Haddad em entrevista nesta segunda-feira (17). O candidato do PT à Presidência participou de sabatina promovida por Folha de S.Paulo, UOL e SBT.

Sobre a possibilidade de, caso eleito, conceder indulto a Lula, Haddad comentou que o ex-presidente refuta tal ideia e tem esperança de ser absolvido pelos tribunais superiores.

Haddad disse ainda que não irá atacar seus adversários do campo da esquerda, pois pretende de tê-los a seu lado em eventuais segundo turno e governo.

LULA
"O presidente Lula, sem sombra de dúvida, na opinião da maioria dos brasileiros, foi o maior presidente da história deste país. Ele é um grande conselheiro e terá um papel destacado em aconselhamento, em falar de sua experiência. Jamais dispensaria a experiência do presidente Lula."

INDULTO
"Quando vocês da imprensa começaram a falar desse tema, isso chegou ao conhecimento do presidente Lula. Antes que pudéssemos tocar no assunto, ele fez uma carta. Ele disse: "Eu não troco minha dignidade por minha liberdade. Quero que os tribunais superiores reconheçam que não há prova no processo contra mim e me absolvam."
Eu acredito que ele terá justiça, será absolvido. Isso já atingiu um âmbito internacional. A ONU deve julgar o mérito do caso Lula no primeiro semestre o do ano que vem."

LAVA JATO
"Pretendo aperfeiçoar uma parte da legislação. Por exemplo, o delator mentiroso. Não está claro na Constituição o que acontece com o delator que é um mentiroso contumaz. Acho que deve haver um protocolo para estabelecer regras mais precisas para o delator mentiroso."

CONTROLE SOCIAL DA MÍDIA
"Sou a favor de que não haja excesso de concentração de propriedade privada. Por exemplo, num estado brasileiro as vezes uma única família detém a TV e a rádio de maiores audiências e o jornal de maior circulação. Isso no mundo desenvolvido é impossível. Você não pode ser proprietário de tudo num mesmo território."

URNA ELETRÔNICA
"Não se deve contestar resultado eleitoral que o TSE proclamou. Eu espero que o TSE se manifeste sobre essas acusações. Eu avalio que a ampla maioria do Congresso Nacional que for eleita irá discordar desse discurso do Bolsonaro."

UNIÃO DAS ESQUERDAS
"Fui quem mais buscou a aproximação de todas as partes da centro-esquerda para lutar contra esse obscurantismo que está solto. Continuarei lutando para que estejamos juntos. Não foi possível no primeiro turno, será possível no segundo e ainda mais num governo.
Não é bacana para a sociedade, em função da disputa de primeiro turno, ficar rebaixando os demais. Eu vou é enaltecer as pessoas de centro-esquerda. Quero estar com elas no segundo turno, quero estar com elas no governo."

ECONOMIA NOS GOVERNOS DO PT
"De 2003 a 2012, foi praticamente irretocável. Fomos muito bem. Em relação a 2012 e 2013, a própria Dilma admite que não tomaria algumas medidas novamente. Como o caso da desoneração, das tarifas de energia elétrica.
Mas repito: a crise de 2015 e 2016 não se explica por esses erros. Houve uma instabilidade política a partir de 2015. Essa sim é responsável por um ambiente de insegurança que fez o investimento privado retrai-se. Foi um ato político da oposição visando tomar o poder."

REFORMA DA PREVIDÊNCIA
"O Marcio Pochmann [um dos formuladores da agenda econômica do PT, disse que a reforma não é emergencial] participou do programa do PT como outras pessoas participaram. Não quero desmerecê-lo, mas o programa foi validado por mim e por Lula. Vale o que está escrito.
Essa reforma do Temer, o primeiro relatório que está na Câmara, tem coisas úteis. Os regimes próprios da Previdência deveriam ser o objeto inicial da reforma. Em dois anos governadores e prefeitos não vão conseguir pagar suas folhas.
Agora, a respeito das variáveis -idade mínima, alíquota de contribuição-, abre-se uma mesa de discussões."

SISTEMA BANCÁRIO
"Estou animado com as cooperativas de crédito. Perguntei ao próprio presidente do Banco Central, o Ilan Goldfajn, com quem tenho uma boa relação, como ele via essa questão. Ele falou que tem um grande campo para evoluir.
Eu disse a ele que quero colocar um chicote e uma cenoura no sistema bancário, para que quem reduzir os juros pague menos impostos. Aí o Ilan me perguntou: você pretende elevar a carga tributária do sistema bancário?
Eu disse que não. Quero punir quem cobra muito e estimular quem cobra menos juros. Ele disse que vê isso com bons olhos."

INTERVENÇÃO NA ECONOMIA
"Política industrial deve ser feita com muito critério. Subsídio deve ser muito temporário e o setor deve demonstrar que não dependerá do Estado dali para frente."

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