Eleições

Imbassahy e o PMDB?

[Imbassahy e o PMDB?]
13 de Agosto de 2012 às 09:07 Por: Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)
Após o prefeiturável Mário Kertész colocar em entrevista concedida ao iG, que há uma possível rachadura entre o DEM e PSDB, salientando que o concorrente ACM Neto teria “atropelado” a candidatura do deputado federal Antônio Imbassahy, notícias já circulam nesta segunda-feira (13), sobre uma aproximação do deputado federal com o PMDB. “Imbassahy foi atropelado por ACM Neto, que fez um acordo [costurado em São Paulo no qual o PSDB, em 
busca de apoio do DEM para José Serra, rifou a pré-candidatura do deputado] que estuprou ele aqui. Uma coisa lamentável, quando Imbassahy, inclusive, estava bem posicionado nas pesquisas”, afirmou Kertész ao iG, na semana passada.
 
Hoje, segundo a coluna Raio Laser, do jornal Tribuna da Bahia, fontes ligadas ao partido dão conta de uma aproximação forte entre Imbassahy (PSDB) e o vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa, Geddel Vieira Lima, cacique peemedebista.
 
 
A meta é a sucessão do governador Jaques Wagner, em 2014, mas passa pelas eleições municipais de 2012. Por isso, Imbassahy teria se declarado dividido entre Mário Kertész (PMDB) e ACM Neto (DEM). Mas o coração de Imbassahy bate, na verdade, por MK. Ainda conforme a coluna, mesmo que o candidato de Geddel não ganhe as eleições, o objetivo é que o PMDB forme uma grande base eleitoral em Salvador para que haja uma base de sustentação no lançamento da candidatura de Geddel para o governo.
 
Por isso, o PMDB foi buscar MK, eleito prefeito pelo mesmo PMDB em 1985. A coluna informou ainda que Imbassahy teria garantida uma vaga para o Senado, mas para isso terá que deixar o PSDB e entrar num dos partidos da base aliada de Dilma Rousseff, menos o PMDB, porque aí não agregaria tempo. O mais provável é o PP e o menos provável é o PR. O PP, porque o prefeito João Henrique deve deixar o partido em busca de uma legenda que ele possa efetivamente controlar.
 
Neste sentido, o PP seria mais maleável para abrigar Imbassahy, já que, apesar da penetração de João Leão no interior, o partido não tem um nome forte para disputar o Senado. O PR também é uma possibilidade, mas, apesar do bom relacionamento entre César Borges e Imbassahy, César não descarta a possibilidade de voltar ao Senado em 2014.
 
E, voltando às últimas declarações do candidato a prefeito pelo PMDB, sobre um possível apoio do tucano, que ainda não se posicionou oficialmente, Kertész se mostrou esperançoso: “Eu tenho conversado muito com ele. Ele disse que teria o tempo certo para tomar uma decisão, e eu estou esperando, tranquilamente. Eu não acredito que ele tenha condições de apoiar ACM Neto, acho muito difícil”.
 
A reportagem tentou contato com o deputado Imbassahy, que está no interior da Bahia e não atendeu as ligações. A assessoria de Neto afirmou ao IG que não houve acordo em São Paulo para, em Salvador, o PSDB apoiar o DEM, e que ambos os partidos são aliados históricos. Jutahy preferiu não se pronunciar.
 
Ontem, o deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB) reapareceu após ser submetido a uma cirurgia para uma desobstrução no sistema cardiovascular, em maio deste ano, no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. O nome do deputado chegou a ser cogitado como pré-candidato à prefeitura de Salvador pelo PSDB, contudo foi descartado porque o partido decidiu apoiar a pré-candidatura de ACM Neto, do DEM.
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