Política

Líder do governo no Senado entrega cargo após derrota

Waldemir Barreto / Agência

Bezerra sofreu uma derrota na disputa por uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU)

Publicado em 15/12/2021, às 12h35    Waldemir Barreto / Agência    Redação BNews

O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) entregou o cargo de líder do governo no Senado na manhã desta quarta-feira (15). O pedido foi formalizado ao presidente Jair Bolsonaro (PL). Ao chefe do Executivo, Bezerra agradeceu em nota “a confiança no exercício da função”, escreveu.

A decisão foi anunciada no dia seguinte à derrota de Bezerra no Senado na disputa por uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU).

O ex-líder do governo esperava entre 35 a 40 votos no plenário da Casa e sair de lá campeão, mas só obteve sete e perdeu para Kátia Abreu (PP-TO), que ficou com 19. O vencedor foi Antonio Anastasia (PSD-MG), que recebeu 52 votos. 

Fernando Bezerra foi um dos representantes do governo durante a CPI da Pandemia, que investigou irregularidades e omissões da gestão federal durante a crise sanitária. Ele também foi responsável por articular os interesses do governo na votação da PEC dos Precatórios.

Mesmo com tantos esforços, o governo não trabalhou pelo seu nome, especialmente após a aprovação da PEC dos Precatórios, como ele tem afirmado a interlocutores.

Anastasia

De acordo com reportagem da CNN Brasil, a indicação de Anastasia foi defendida pelo Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 1.118/2021, com texto do senador Nelsinho Trad (PSD-MS) e relatoria de Cid Gomes (PDT-CE).

TCU é responsável pela fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial da União e das entidades da administração direta e indireta, segundo a Constituição Federal.

A vaga foi aberta após a saída de Raimundo Carreiro, que irá assumir a Embaixada do Brasil em Lisboa. Foi realizada uma sabatina na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, nessa terça-feira, com os três concorrentes.

A indicação no TCU é tripartite. Além do Senado, as vagas se alternam também entre a Câmara dos Deputados e o presidente da República em exercício. A vaga desperta interesse por ser vitalícia.

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