Na Sombra do Poder

Na Sombra do Poder: Quem te viu, quem te VUE

[Na Sombra do Poder: Quem te viu, quem te VUE]
01 de Abril de 2021 às 05:30 Por: Divulgação/Reprodução/Redes sociais Por: Editoria de Política

Quem te viu, quem te VUE

A assombrosa obra do espigão na Ladeira da Barra, idealizado por um "empreiteiro" cheio de implante, parece mesmo ter virado um abrigo de cachorros e sacizeiros. Após delações e suspeitas, queixas mútuas de seus sócios, o temido espigão não saiu do chão e deixou o famoso “bobina de calculadora” a ver navios - hobby que ele gosta muito. Pois bem, ele agora tenta aventurar-se pelas bandas dos oficiais da Marinha ali no Morro do Gavazza, só que por lá os cabeças brancas já botaram ele e a trupe dele pra correr. A Sedur já está devidamente informada. O golpe tá aí, cai quem quer!!!

Movimento Revolucionário por Venda – MRV

Essa semana dois fatos marcaram os noticiários: a debandada conjunta dos Comandantes das Forças Armadas e o aniversário do Golpe de 64. Nos próximos anos será juntada a tais datas “comemorativas” aquilo que ficará lembrado como o “Golpe de Mussurunga”, cuja tentativa tem sido orquestrada não pelo MR8 de 1967, mas pelo MRV de 2021, que pretende instalar 4.000 unidades habitacionais naquele bairro, sem a contrapartida da instalação de um sistema viário no entorno e sem qualquer participação popular, contrariando, inclusive, recomendação do MP. Aproveitando da pandemia, vem tentando ofertar migalhas como condicionantes. Quem anda “pê” da vida, além dos moradores, é um condomínio de luxo naquela região, cujo trânsito ficará um verdadeiro caos.

Menudo Chorão

Um antigo menudo da gestão de ACM Neto vive reclamando pelos quatro cantos com alguns poucos amigos que lhe restam da falta de espaço na gestão de Bruno Reis e tocando o pau na atual administração. Tudo isso porque alguns de seus “interesses” foram ceifados sem pena pelo novo prefeito e o jovem teve que tocar sua humilde biboca, elaborando projetos poucos republicanos nos diversos segmentos. O Thomé de Souza já mandou avisá-lo que o choro é livre e que desse mato não sai mais coelho nenhum para cartola do mágico chorão, cara de chupeta.

Discursos diferentes, táticas semelhantes  

Um grupo de WhatsApp usado pela Secom do governo da Bahia para se comunicar com jornalistas foi fechado apenas para envio de mensagem dos administradores. Nos últimos dias, profissionais de diferentes veículos fizeram queixas por lá – especialmente no ataque da PM à imprensa no episódio traumático do último domingo no Farol da Barra. A resposta mais efetiva do governo foi silenciar as vozes dos profissionais de imprensa naquele canal. Pelo visto, o discurso de democracia e respeito só serve pra fazer um falso contraponto a Bolsonaro e ganhar holofote nacional. Na prática, as táticas são semelhantes. Às vésperas da recordação infeliz do Golpe de 64, os moderadores do grupo baixaram o AI-5 e censuraram geral. Somente eles permaneceram com voz. É o famoso "Faça o que eu digo não faça o que eu faço".

Os passeios do almirante na Fonte Nova

Você que lê essa nota pode já ter cruzado com o novo comandante da Marinha, Almirante Garnier, pela Arena Fonte Nova anos atrás. Garnier já comandou o 2º Distrito Naval aqui em Salvador e costumava ir ao estário assistir às partidas do Vasco da Gama, seu clube do coração, na companhia de Edén Valadares, que hoje é presidente do PT na Bahia. Os dois trabalharam juntos no gabinete de Jaques Wagner no Ministério da Defesa entre 2014 e 2015, no governo Dilma.

O mundo dá voltas e nesta quarta Eden Valadares estava a celebrar a ascensão de Garnier na gestão Bolsonaro: “Correto, dedicado e competente, Garnier é muito habilidoso e bem-quisto dentro e fora das Forças. A Marinha está em boas mãos. O compromisso do Almirante Garnier com o Brasil, com a Constituição e com a soberania do nosso país são inegáveis”.
 

Sanguessugas

A politização da morte do soldado Wesley alcançou um nível de total desumanidade no protesto do grupo de bolsonaristas na Governadoria, na última segunda-feira. A moqueca de coturno não respeitou o minuto de silêncio dos motociclistas que protestavam no mesmo dia e ainda usou os trabalhadores para engrossarem o seu caldo ralo. Em vários momentos puxaram gritos misturando as reivindicações dos entregadores de aplicativo e de policiais. 

Pela culatra

Em dado momento, uma liderança tentando agradar os motociclistas tentou emplacar o lema "sem blitz para os motoqueiros". O lema só serviu na mente pequena do cidadão, já que os próprios trabalhadores gritaram que não defendiam a suspensão das blitze policiais pela própria segurança deles. "Todo dia alguém é assaltado", gritou um deles.    

Oportunismo

Quem diria que bolsonaristas iriam usar do discurso dito, por eles mesmo, como esquerdista, e copiar a clássica frase de luta que entoou os protestos contra a morte da vereadora Marielle Franco. “Quem matou o soldado Wesley e quem mandou matar?”, perguntava um dos políticos presentes na manifestação de policiais em torno da morte do soldado na Barra. Aos protagonistas da cena, lembremos: a morte da vereadora carioca é considerada como, também, e sobretudo, um crime político. Politizar o ocorrido na Barra não passa de oportunismo. 

Conectado com as ruas, só que não

O vereador Alexandre Aleluia anda adotando uma nova tática. Ao contrário do que prega, de que parlamentar tem que ir para rua, ele tem acompanhado as manifestações, que reúnem bolsonaristas e policiais após a morte do soldado Wesley, dentro de um estúdio de uma rádio conservadora baiana, enquanto outros emissários bolsonarianos participam in loco.

Live da provocação

Lúcio Vieira Lima resolveu fazer essa semana uma live no Instagram. Com jeito bem humorado, disse que o deputado Cacá Leão não o atendia, nem respondia suas mensagens. O filho do vice-governador tratou de participar da brincadeira direto do plenário da Câmara dos Deputados e respondeu ao vivo a provocação. Prefeito de Serrinha, Adriano Lima, também foi alvo de Lúcio. Disse que o gestor virou gostoso e não o responde mais.

Com dieta saudável


Um detalhe que chamou a atenção na transmissão ao vivo foi a dieta saudável que o sobrevivente Vieira Lima tem adotado no ócio do isolamento social. 

Hater


Com tempo livre de sobra, o ex-deputado federal Benito Gama (PTB) resolveu colocar o portunhol para jogo e virar hater do ex-presidente da Bolívia, Evo Morales, no Twitter.

Poderia ser um soberano

Ex-noiva de ACM Neto, Tata Canhedo vai ser mãe. Ela anunciou essa semana nas redes sociais que está grávida, fez até uma live para contar detalhes aos seguidores. Entre os papagaios de pirata de ACM Neto ouviu-se essa pérola: “poderia ser um soberaninho, né”.

Léo, Zé Gotinha

O secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates, começou a propagandear "recordes" da vacinação na capital baiana - uma coisa que deve se repetir nos próximos dias com a chegada de novas doses e ampliação da faixa etária a ser imunizada. O ex-quase-vice-prefeito não desapega mesmo dos holofotes. Se nos dias mais difíceis da pandemia ele ganhava o noticiário com o discurso aterrorizante da ocupação de leitos de UTI, agora só falta vestir a fantasia do Zé Gotinha. 

Sidninho nas tetas federais


O vereador Sidninho deu um salto de 180 graus na sua curta carreira política e, de líder da oposição na Câmara de Salvador, virou mui amigo de figuras baianas do bolsonarismo. Primeiro surgiu com Alexandre Aleluia, e agora com Lucas Lobão, que tem a chave do cofre do DNOCS na Bahia. Foi buscar nas tetas do governo federal o alimento que precisa pra fazer seu jogo político por aqui. E só pra se familiarizar com o bonde bolsonarista, rejeitou a máscara de proteção facial na hora da foto.

Escola Netista

Do mesmo diretor de "Salvador Por Todos", vem aí o "Barreiras para Todos". O projeto de auxílio emergencial anunciado pelo prefeito de Barreiras, Zito Barbosa (DEM) foi visivelmente inspirado no modelo da gestão de ACM Neto em Salvador. No jogo por 2022, os aliados estão fazendo o que podem para estender ao interior o recall de Neto dos oitos em que comandou Salvador. Zito, a propósito, tem sido lembrado por alguns como possível nome para chapa majoritária.
 

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