Política

Geddel Vieira Lima deixa grampo de lado e fala sobre política

[Geddel Vieira Lima deixa grampo de lado e fala sobre política]
Por: Redacão Bocão News 0comentários
O vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa Econômica Federal, Geddel Vieira Lima (PMDB), publicou um artigo em seu blog pessoal defendendo o papel das oposições no cenário da política baiana.

De acordo com o cacique do PDMB da Bahia, o contraditório se tornou produto em falta no mercado político baiano. Para Geddel, “aqui, pela lógica do governo, prevalece a ditadura da maioria: manda quem pode, aprova quem tem juízo e esperneia quem não quer o bem da Bahia”.

O peemedebista argumenta ainda que “os que se mantêm fieis às suas convicções e contrários à dinâmica do “seja governo” são frequentemente criticados por não quererem o bem da Bahia. Aqui temos outro problema, pois um estado republicano forte precisa que a oposição atue com críticas ao trabalho desenvolvido pelo governo”.

O ex-ministro de Lula, candidato derrotado à sucessão estadual, não para por ai. Ele defende que a “política de alianças para governabilidade é importante, desde que se preze pela discussão pública dos temas que dizem respeito à vida dos baianos e dos brasileiros. Não podemos aceitar que o interesse do cidadão seja suprimido pelo interesse do estado”.

Confira o artigo de Geddel Vieira Lima na integra:

Oposição combatente na Bahia favorece o debate público e fortalece a democracia

Na era da governabilidade a qualquer preço, o contraditório se tornou produto em falta no mercado político baiano. Condição imprescindível para o bom funcionamento da democracia, a oposição, em nosso estado, é cada vez mais taxada de politicamente incorreta. Aqui, pela lógica do governo, prevalece a ditadura da maioria: manda quem pode, aprova quem tem juízo e esperneia quem não quer o bem da Bahia.

Esse fato tem gerado uma distorção no exercício da democracia. Em vez de termos um regime que preza pelo debate público de ideias, com a exposição de argumentos razoáveis sobre assuntos de interesse da população, em um processo de troca e negociação saudável para a política, comum em estados republicanos, vemos uma imposição de projetos do governo, votados sem nenhum tipo de discussão, e que nem sempre correspondem às necessidades imediatas da população.

Para conseguir aprovar suas prioridades, o governo baiano age em duas frentes. Na primeira, o chefe maior do estado busca arrebanhar novos seguidores a todo custo, oferecendo em troca desse apoio secretarias e empregos para apadrinhados políticos nos quadros funcionais de instituições públicas. Assim, o governo conseguiu alinhar 48 dos 63 parlamentares da Assembleia Legislativa, um número nunca antes visto na história da Bahia, com o objetivo claro de impor sua vontade política, eliminando a possibilidade da discussão.

Na segunda, tenta-se enfraquecer e negativizar o trabalho de quem se opõe à atual gestão. Os que se mantêm fieis às suas convicções e contrários à dinâmica do “seja governo” são frequentemente criticados por não quererem o bem da Bahia. Aqui temos outro problema, pois um estado republicano forte precisa que a oposição atue com críticas ao trabalho desenvolvido pelo governo. Independentemente de como ela seja feita. A oposição não pode ser adjetivada de construtiva, como acostumou-se a fazer na política baiana. Ela precisa apenas existir e se contrapor ao governo quando assuntos delicados não são tratados com a devida atenção.

A existência de uma oposição combatente fortalece o debate democrático e contribui para que as ações do governo sejam tomadas priorizando sempre o interesse público, em detrimento de ganhos políticos ou qualquer tipo de vantagens pessoais.
A política de alianças para governabilidade é importante, desde que se preze pela discussão pública dos temas que dizem respeito à vida dos baianos e dos brasileiros. Não podemos aceitar que o interesse do cidadão seja suprimido pelo interesse do estado.

A oposição estará sempre atenta para evitar que isso aconteça e fazer com que a ditadura da maioria governamental não implante na Bahia a cultura do desapego ao amplo e irrestrito debate de ideias. Com essa postura, ganham a democracia e o povo baiano.

Foto: Paulo Macedo // Bocão News

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