Política

Vereadora critica decisão de Neto: “o prefeito está descaracterizando a Festa de Iemanjá”

[Vereadora critica decisão de Neto: “o prefeito está descaracterizando a Festa de Iemanjá”]
12 de Janeiro de 2019 às 16:31 Por: Arquivo BNews Por: Redação BNews 0comentários

A vereadora de Salvador, Marta Rodrigues (PT), criticou a decisão da prefeitura de proibir qualquer som externo no dia da Festa de Iemanjá, conforme noticiado nesta sexta-feira (11) pelo BNews. A edil avaliou que a decisão “demonstra, mais uma vez,  o autoritarismo do prefeito ACM Neto e a tentativa de privatizar e descaracterizar ainda mais a festa, como já vem ocorrendo há alguns anos”.

Para ela, a decisão precisa ser veementemente rechaçada pela população por se tratar de grande desrespeito à arte, à tradição e à cultura popular da Bahia. Além disso, acrescenta a edil, mostra que a festa entrou no alvo do “processo elitista e higienista, promovido pela prefeitura na capital baiana”.


“Ele está ameaçando a tradição do 2 de Fevereiro que consiste, justamente, na diversidade musical promovida pelos próprios moradores do bairro e produtores culturais que realizam eventos gratuitos, e é bom frisar isso, para a população. Nunca incomodou ninguém, nunca houve insegurança. São feijoadas, oferendas acompanhadas de música e alegria”, disse.

Segundo Marta, a proibição do prefeito chega a ser contraditória, tendo em vista que ele mesmo autorizou a privatização de um espaço público – a Vila Caramuru, antigo Mercado do Peixe – para a realização da festa Enxaguada. A edil entrou com uma representação  no Mistério Público Federal, em 2017, questionando a privatização do espaço público, que está em área da União.

“Porque, então, a festa do prefeito pode acontecer, mesmo paga, e as outras, gratuitas, não? Ele já monopolizou a festa, definindo uma única marca de cerveja que toma conta de toda a paisagem da festa com suas propagandas, e agora quer impedir o povo de fazer seu próprio ritual? Pois não deixa de ser um ritual para quem há anos freqüenta este dia”, questionou, afirmando ainda que há risco de a festa terminar com as proibições.  

 

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