Política

Rui rebate Doria sobre reforma: governadores do Nordeste não aceitarão qualquer tipo de chantagem ou pressão

[Rui rebate Doria sobre reforma: governadores do Nordeste não aceitarão qualquer tipo de chantagem ou pressão]
14 de Junho de 2019 às 08:53 Por: Arquivo BNews Por: Folhapress 0comentários

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou nesta quinta-feira (13) que faltou “atitude” e “voz de comando” por parte de governadores do Nordeste para mobilizar deputados da região e fazer com que estados e municípios fossem incluídos no relatório da reforma da Previdência.

Doria foi um dos principais articuladores do movimento que pedia amanutenção dos governos locais no texto de Samuel Moreira (PSDB), o que acabou não ocorrendo. 

A proposta que reestrutura o sistema previdenciário apresentada nesta quinta-feira à comissão especial na Câmara desidrata o texto enviado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). 

O governador paulista afirmou que compreendeu o movimento de não inclusão como uma estratégia “bem desenhada” da base do governo para evitar confrontos e que a expectativa é de que estados e municípios sejam incluídos no projeto na próxima semana. 

“Continuo batendo na mesma tecla de que é impossível realizar a reforma da previdência sem estados e municípios incluídos”, afirmou. “A exclusão não vai ocorrer. Mas se ocorresse condenaria a reforma da previdência a curto e médio prazo.” 

Segundo ele, governadores do Nordeste (muitos dos quais oposicionistas) se comprometeram nesta semana, durante o Fórum de Governadores, a fazer esforços para conquistar votos favoráveis à medida de deputados da região. 

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que os estados e municípios podem ser reincluídos por meio de destaque e que o mais provável é que isso ocorra em plenário. Para isso, é necessário que haja compromisso de deputados ligados aos chefes dos Executivos estaduais de votar pela reforma. 

Os deputados argumentam que não podem ficar com o ônus político de votar uma reforma impopular para beneficiar os governadores se parlamentares ligados a eles se posicionarem de forma contrária. 

Doria realizou uma coletiva na tarde desta quinta-feira para apresentar uma nova campanha em vídeo de incentivo a denúncias de violência doméstica, que será veiculada em meios de comunicação.

Mais cedo, em entrevista ao programa Ponto a Ponto, da BandNews TV,  comandado pelo sociólogo Antônio Lavareda e pela jornalista Mônica Bergamo, colunista da Folha, disse que o Governo de São Paulo, estado que representa 32% da economia brasileira, não está esperando pela reforma para adotar políticas que combatam a crise econômica e gerem emprego. 

"Começamos a governar desde o início", disse ele, afirmando que "até os adversários reconhecem que montamos um bom secretariado, sério, capacitado e experiente".

Em resposta a João Doria, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou em nota:

"Existe um ponto que precisa ficar muito claro: a Bahia trabalha e torce para que o País dê certo. E eu tenho certeza de que o Nordeste também. A reforma precisa ser boa para os estados e proteger os mais pobres. Os governadores do Nordeste participaram de várias reuniões e continuam abertos para novas discussões, mas não baixarão a cabeça ou aceitarão qualquer tipo de chantagem ou pressão. A previdência é um assunto sério e não pode ser discutida em tom de palanque eleitoral ou mesmo com preconceito. O Brasil é um só. Nossa atitude não é de traição ao Povo mais Pobre", disse.

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