Política

Dallagnol nega que tenha agido para incriminar Lula e “melindrar” FHC

[Dallagnol nega que tenha agido para incriminar Lula e “melindrar” FHC]
Por: Reprodução Por: Redação BNews 0comentários

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa do Ministério Público Federal afirmou ao Estadão que ele e seus colegas jamais agiram para não ‘melindrar’ o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, como mostram as conversas publicadas pelo The Intercept Brasil. 

“Se buscássemos aliados, seriam importantes Lula, Eduardo Cunha e Sérgio Cabral, políticos muito influentes, mas que foram condenados e presos. Seriam também aliados importantes Renan, Aécio, Temer e outros que foram delatados na Lava Jato e acusados pela Procuradoria-Geral da República”, afirma Deltan, em entrevista ao Estadão.

Entre os diálogos divulgados – cuja autenticidade não é reconhecida por Deltan – existe uma mensagem que indica suposta preocupação da força-tarefa em ‘melindrar’ FHC com a abertura de uma investigação, pois ele seria ‘um aliado importante’.

Segundo o procurador, ‘os fatos deixam claro que influência, dinheiro e poder jamais foram critérios para aferir responsabilidade na Lava Jato’. “As teorias inventadas contra a operação brigam contra fatos.”
Na entrevista, Deltan diz que ele e os outros procuradores da força-tarefa da Lava Jato no Paraná nunca agiram para tirar o ex-presidente Lula do cenário político. “É uma teoria da conspiração que não se verifica.”
Deltan negou que estivesse inseguro quando concluía a denúncia contra o petista no processo do triplex do Guarujá – ação que condenou Lula por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, via três instâncias judiciais, e o levou para a prisão da Lava Jato em abril de 2018.
“O Ministério Público só apresenta denúncia quando há provas robustas. A condenação do ex-presidente e sua confirmação em dois tribunais superiores independentes confirmam isso.”
Ele diz que denunciou o petista ‘pelo mesmo motivo que embasou denúncias contra outros réus da Lava Jato,  a existência de provas de um crime e de sua autoria’. “Ninguém tem prazer em acusar alguém ou ao constatar tanta corrupção no país, ainda mais quando praticada por quem deveria dar o bom exemplo.”

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