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Política

Ministro Celso de Mello decide nesta sexta sobre divulgação do vídeo de reunião ministerial

[Ministro Celso de Mello decide nesta sexta sobre divulgação do vídeo de reunião ministerial]
22 de Maio de 2020 às 11:25 Por: Carlos Moura/STF Por: Redação BNews

O Supremo Tribunal Federal (STF) disse na noite da última quinta-feira (21), que o ministro Celso de Mello vai decidir até às 17h de hoje (22) sobre o sigilo da gravação da reunião ministerial apontada pelo ex-ministro Sergio Moro como prova de que o presidente Jair Bolsonaro tentou interferir na autonomia da Polícia Federal.

O material faz parte do inquérito pedido pela Procuradoria Geral da República (PGR), para apurar a acusação de Moro. Ao deixar o cargo, o ex-ministro disse que o presidente tentou interferir na PF para evitar que familiares fossem investigados.

Segundo reportage do G1, em diálogos da reunião ministerial transcritos pela Advocacia-Geral da União e entregues ao STF, o presidente aparece reclamando da falta de informações da Polícia Federal e afirmando que iria "interferir", mas não deixa claro como ele faria isso. O encontro entre o presidente e os ministros aconteceu no dia 22 de abril.

Ontem, Bolsonaro chegou a dizer em uma transmissão que a divulgação do vídeo mostrará que "não tem nada", "nenhum indício" de que interferiu na Polícia Federal.

"Agora, só peço [a Celso de Mello]: não divulgue a fita toda. Tem questões reservadas, tem particularidades ali de interesse nacional. O resto, do que eu falei, tem dois pedacinhos de 15 segundos que é questão de política externa e não pode divulgar. O resto, divulga. E tem bastante palavrão, tá? Se o ministro resolver divulgar, vou cumprir a decisão judicial, tá certo?", afirmou o presidente.

Ainda de acordo com o presidente, o "mais importante" é que a divulgação do vídeo "vai dizer que não houve uma palavra" mencionando a Polícia Federal.

O ministro Celso de Mello assistiu o vídeo na última segunda-feira (21), de sua casa, em São Paulo, e informou que decidiria até esta sexta. O ministro, que é relator do inquérito, já pediu manifestações das partes sobre se o vídeo deve ou não ser divulgado.
 

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