Política

Rui vai se reunir com Nelson Leal e Adolfo Menezes para discutir sucessão na Alba

[ Rui vai se reunir com Nelson Leal e Adolfo Menezes para discutir sucessão na Alba]
Por: Reprodução/Twitter Por: Luiz Felipe Fernandez 0comentários

O governador Rui Costa (PT) entrou em campo para administrar as tratativas pela sucessão da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba). Nesta quarta-feira (29), o petista irá se reunir com o deputado federal Adolfo Menezes (PSD) e com o atual presidente Nelson Leal (PP).

Informações obtidas pelo BNews confirmam que o encontro no Palácio de Ondina vai definir o futuro da Casa em 2021. 

Como adiantado pela reportagem, o pepista se articula nos bastidores de maneira discreta - mas acelerada - para tentar derrubar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que impede a reeleição, para aprovar o texto ainda em meio à pandemia, quando as atenções da sociedade e da imprensa estão voltadas à crise sanitária.

A ofensiva destoa do acordo costurado com o próprio governador, ainda em 2018, antes ainda que Leal assumisse a cadeira. À época, Rui participou ativamente da negociação que resultou na garantia a Adolfo Menezes, então concorrente do PSD,  de que receberia o apoio para a eleição em 2021, sucedendo o pepista.

O encontro acontece um dia após a entrega de ambulâncias e ônibus escolares no Parque de Exposições a 48 municípios baianos, que contou com a presença de prefeitos e deputados, entre eles Adolfo e Leal.

A posição do governador é uma incógnita. Na mesma solenidade, o petista se limitou a falar rapidamente sobre as entregas e ao melhor estilo "correria", deixou o local sem atender aos questionamentos da imprensa. 

No evento desta terça-feira (27), Adolfo, que é o autor da PEC ao lado do deputado Rosembeg Pinto (PT), garantiu que não toca no assunto desde o ano passado e que se recusaria a fazer qualquer aceno enquanto perdurar a pandemia.

O parlamentar, contudo, mostra confiança que "90% dos deputados" que votaram a favor da PEC contra a reeleição na Alba, em 2017, manterão o posicionamento.

Do outro lado, Leal desconversou ao ser questionado sobre tentativa de derrubar a PEC. Segundo ele, o momento era de celebrar as "entregas" do Governo da Bahia, que vão ajudar no enfrentamento ao novo coronavírus.

OLHO ABERTO
Uma sinalização de que o governo está atento à sucessão da Alba é uma publicação do deputado federal Rosemberg Pinto, que sugere que Rui aproveitou ao evento para tratar também de política.

 

INDEPENDENTE

O deputado estadual Hilton Coelho (PCdoB), que pretende concorrer à cadeira da Alba, afirmou que foi procurado para selar um acordo de apoio à reeleição de Nelson Leal. Hilton, contudo, rechaçou a proposta.

Na bancada independente da Casa, declarou que também não apoiaria Adolfo Menezes: "Faz parte da ala mais conservadora da bancada de Rui Costa".

Segundo o parlamentar, a prática de emendar mandatos na presidência, como aconteceu na gestão de Marcelo Nilo, "mancha" a "história da Assembleia Legislativa".

Leal já avançou para conseguir o apoio da bancada do PCdoB. Ao seu favor, conta o apoio dado pelo PP à pré-candidatura de Olívia Santana à prefeitura de Salvador.

CONTINUIDADE

Já o deputado Alan Sanches (DEM) declarou ser a favor de reeleição para dar "continuidade" a algum "trabalho bacana", sem citar se apoiaria Nelson Leal (PP). Ele diz não ter sido procurado pelo pepista e reconhece que hoje a oposição não conseguiria viabilizar uma candidatura. 

"Pessoalmente, ainda não tenho um juízo de valor sobre isso. Não foi assunto da minha bancada de oposição, que são 18 deputados. Não fomos procurados pelo Nelson Leal, e claro que a gente vem percebendo isso, não é de agora. Acho que o assunto tem que ser discutido, justificado. Hoje, a oposição não teria candidato a presidente, porque somos 18. Gostaríamos de ter um da nossa turma presidente, mas isso não é possível porque a briga é desigual: 45 contra 18", reconheceu o demista em entrevista ao vivo ao quadro Política Agora, do BNews.

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