Política

Renan Calheiros e Arthur Lira batem boca após afastamento do governador de Alagoas

Montagem | Wesley Amaral/Agência Câmara e Pedro França/Agência Senado
Paulo Dantas (MDB), que tenta reeleição ao Governo de Alagoas, é apoiado por Renan Calheiros; Arthur Lira, por sua vez, apoia adversário  |   Bnews - Divulgação Montagem | Wesley Amaral/Agência Câmara e Pedro França/Agência Senado

Publicado em 11/10/2022, às 20h00 - Atualizado às 20h09   Redação BNews



O senador Renan Calheiros (MDB-AL) e o presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), bateram boca nesta terça-feira (11) após o governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), que tenta a reeleição, ser afastado do cargo, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O emedebista foi alvo de uma operação da Polícia Federal, batizada de "Edema", também no dia de hoje, que investiga um suposto esquema de ‘rachadinha’ na Assembleia Legislativa do estado.

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Dantas disputa o segundo turno do pleito contra Pedro Cunha (União). A questão é que o atual gestor é apoiado por Renan Calheiros e o adversário, por Arthur Lira.

Horas após a decisão do STJ, Renan Calheiros postou, em uma rede social, que o presidente da Câmara dos Deputados teria orquestrado o que chamou de "armação" contra o atual governador para prejudicá-lo às vésperas da eleição.

"A perseguição ao Paulo Dantas remonta a 2017. Foi parar no STJ por uma armação de Lira e lá perambulou por vários gabinetes até cair nas mãos certas da ministra bolsonarista Laurita Vaz, que não tem competência para o caso", postou o senador Renan Calheiros, pelo Twitter.

"Em 5/10 alertei o TSE e MP: AL é vítima do uso político da PF e do abuso de autoridades.Pedi a troca do superintendente, cabo eleitoral de Arthur Lira que sonha com a Gestapo", completou o parlamentar.

A resposta de Lira também veio pela mesma plataforma. O presidente da Câmara acusou o senador de tentar interferir junto à PF para abafar a investigação que resultou no afastamento de Dantas.

"Ficou claro o porquê de Renan ter pedido o afastamento do superintendente da PF em AL.Queria abafar a operação Edema. Ele sabe que hoje não há interferência na PF,como na época em que ele mandava e desmandava. Ao invés de combater a corrupção, Renan quer mesmo é abafá-la", rebateu o presidente da Câmara.

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