Política

VÍDEO: Otto Alencar ‘provoca’ Bolsonaro sobre investigação da ‘Abin Paralela’: “Não sei o que é um promotor me denunciar”

Dinaldo Silva / BNews
Senador Otto Alencar falou também que saiba que era monitorado pelo governo do ex-presidente  |   Bnews - Divulgação Dinaldo Silva / BNews
Tácio Caldas e Luana Neiva

por Tácio Caldas e Luana Neiva

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Publicado em 01/02/2024, às 18h45 - Atualizado às 18h50



O senador da República, Otto Alencar (PSD), ‘provocou’ o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante a volta das atividades da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA): “Não sei o que é um promotor me denunciar”. Na ocasião, o senador foi questionado sobre as investigações atreladas à Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

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Não sei o que é um promotor me denunciar, não sei o que é responder a um processo há 36 anos de política, então pode botar pelo avesso que não tem problema. Agora, certamente esses nomes, eu falei com o Rodrigo [Pacheco], presidente do Senado ontem, do Congresso [Arthur Lira], ele vai pedir ao Supremo Tribunal Federal. Se por acaso tiver elementos é processar os autores dessa investigação criminosa”, concluiu Otto Alencar.

Investigações da ‘Abin Paralela’

De acordo com Otto Alencar, essas investigações acontecem desde a época da pandemia e da CPI da Covid-19. Segundo o senador, todos sabiam que haviam alvos sobre as costas durante a CPI e a gestão do governo Bolsonaro, afinal, “ninguém tinha dúvida que estava sendo monitorado”.

Isso é desde a época da Covid. A Covid, todos nós que enfrentamos o Bolsonaro, foi um enfrentamento muito duro, fomos monitorados. Meu telefone foi grampeado, eu tive que mudar o número. Foi clonado duas vezes o telefone. Eu fui hostilizado em aeroporto, hostilizado em Brasília, não dava para ir no restaurante. E eles monitoravam a nós na CPI da Covid. O GSI, na minha opinião, está totalmente envolvido nisso. Ele tem que ser chamado agora pela Polícia Federal para se explicar. E o Ramagem, que era o delegado federal da família do Bolsonaro, andava com Bolsonaro, com os filhos de Bolsonaro, hoje é deputado federal. Então, ninguém tinha dúvida que estava sendo monitorado, investigado, com o telefone grampeado”, explicou o senador.

Reuniões secretas?

Ainda segundo Otto Alencar, para tentar driblar essa situação, reuniões secretas eram realizadas. “Nós tínhamos reuniões secretas na casa do senador Omar Aziz à noite, a gente chamava o bacalhau do Omar Aziz. A gente jantava lá e falava as coisas internamente, eu e mais três ou cinco, seis no máximo. Nenhum de nós soltava pra imprensa e no outro dia estava tudo na imprensa de manhã cedo, porque eles grampeavam, eles monitoravam, meu telefone foi clonado, eu tinha dificuldade de conversar com os colegas. Então, desde aquela época da Covid, que essa ‘Abin Paralela’, havia tudo da gente”, garantiu o parlamentar.

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