Brasil

Caso Miguel: Mirtes Souza passa em curso de Direito e pretende lutar contra injustiças

[Caso Miguel: Mirtes Souza passa em curso de Direito e pretende lutar contra injustiças ]
23 de Novembro de 2020 às 21:22 Por: Reprodução/ Twitter Por: Redação BNews

Mirtes Souza, que perdeu o filho Miguel enquanto o deixou com a ex-patroa, Sari Corte Real, em um condomínio de luxo na cidade de Recife, está se preparando para a faculdade de Direito. Ela passou no vestibular e deve começar a frequentar as aulas no ano que vem. Seu objetivo é ajudar as pessoas para que não haja injustiça, ‘como o que vem acontecendo no caso dela’. 

“Ano que vem vou iniciar a faculdade de Direito. Para que as pessoas não sejam injustiçadas como eu estou sendo. Já fiz o vestibular, passei, agora só estou esperando formar turma e dizerem o início das aulas. Vou estudar bastante para ajudar o próximo”, destacou Mirtes.

A jovem de 33 anos andou pela primeira vez de avião nesta segunda-feira (23) para receber uma homenagem do Prêmio Viva por tentar mudar o cenário de violência que maltrata meninas e mulheres no Brasil. Para Mirtes, a violência é formada diariamente também por injustiças.

“Hoje mesmo fui atacada no Instagram. Uma pessoa criou uma conta fake e saiu comentando em todas as minhas postagens, ofendeu até as pessoas que estão me seguindo”, disse à Marie Claire. Ela tem buscado forças para seguir em frente mesmo sem o filho. “Podem passar os anos, mas tudo que venho sentindo não vai passar”, adianta.

Ela citou a reviravolta que a morte de Miguel causou em sua vida. “Tem momentos que estou bem, tem momentos que estou péssima, mas sempre aparece alguém para me animar um pouco, para que eu não caia, sabe? Estou seguindo com minha luta”, acrescenta.

Miguel caiu do 9º andar do edifício Píer Maurício de Nassau, em Recife, no dia 2 de junho. Mirtes o deixou com Sari, sua ex-patroa, para passear com a cadela da família que a empregava.

No dia da morte do garotinho, Sari foi presa em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. Em 1º de julho, a polícia a indiciou por abandono de incapaz que resultou em morte.

“Vai fazer seis meses [da morte do Miguel] no dia 2 de dezembro. E, no dia 3, vai ter a primeira audiência. Todo dia rezo. Peço a Deus para que ele esteja ali no momento, guiando a cabeça de todos que vão estar participando para que tomem a decisão certa. Para que haja realmente a condenação”, frisa.

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