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Ocupação irregular na Amazônia cresceu 56% nos últimos 2 anos, afirma instituto

[Ocupação irregular na Amazônia cresceu 56% nos últimos 2 anos, afirma instituto]
17 de Maio de 2021 às 15:44 Por: Wilson Dias/Agência Brasil Por: Redação BNews

Um levantamento feito pelo Instituto Socioambiental (ISA) mostrou que nos dois primeiros anos do governo Jair Bolsonaro, a ocupação irregular de áreas da Amazônia Legal cresceu 56%. De acordo com os estudos, ao final de 2020, eram 10,6 milhões hectares de terras ocupadas irregularmente. A área é maior do que o estado de Pernambuco.

Depois de invadidas e desmatadas, os grileiros limpam a terra e vendem para pessoa que, em muitos casos, não sabem que se trata de uma área protegida por lei. 

Segundo reportagem do G1, entre 2018 e 2020, os registros de áreas irregulares em unidades de conservação federais de uso sustentável, que permite a exploração parcial de recursos, cresceram 274%. Passou de um total de 1,7 milhão de hectares para mais de 6 milhões de hectares ocupados.

As unidades de conservação federais de proteção integral, que não permitem a interferência humana, registraram um aumento de 54% na ocupação irregular. Nas áreas de proteção ambiental a ocupação irregular cresceu 46% e nas terras indígenas 31%.

Os terrenos são registrados no cadastro ambiental rural, de responsabilidade dos órgãos ambientais de cada estado. A declaração é simples, com a extensão e a localização do terreno. O registro está previsto no código florestal, mas tem que ser avaliado pelos órgãos estaduais. É nessa etapa que fica o gargalo.

Ainda de acordo com o G1, por causa da falta de fiscalização esse trabalho está atrasado, o que facilita a vida de grileiros, que usam o cadastro como uma espécie de validação, um documento que supostamente regulariza a propriedade. 

O instituto socioambiental defende a suspensão e a anulação de todos os registros do cadastro ambiental rural (CAR), localizados em áreas protegidas. Questionado, o governo ainda não respondeu sobre o aumento das ocupações irregulares.

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