Denúncia

Após processo trabalhista, advogado da APLB é acusado de não repassar verba

[Após processo trabalhista, advogado da APLB é acusado de não repassar verba]
29 de Janeiro de 2013 às 08:09 Por: Elena Martinez (Twitte: @ElenaMartinez)
A professora do município de Alagoinhas, Maria de Fátima, juntamente com outras colegas, ajuizou uma reclamação trabalhista contra o advogado do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Antônio Italmar. De acordo com a professora, em 2010, foi pago ao advogado, pela causa ganha, a quantia de R$ 88 mil, que deveria ser dividida entre o grupo de 10 professoras que entraram com a ação trabalhista. “Até a presente data, apesar de já ter solicitado o valor, ele (Antônio Italmar) não realizou o depósito”, explicou a professora.

Segundo o advogado da professora, Alan Ribeiro, a situação foi levada para a Comissão de Ética da Ordem dos Advogados da Bahia (OAB) de Alagoinhas. “Após ter sido devidamente notificado pela Comissão, o representante da APLB apresentou em sua defesa e confessou ter recebido o valor, entretanto, até hoje não realizou o pagamento”, afirmou.

A equipe de reportagem do Bocão News entrou em contato com o advogado Antônio Italmar que alegou não ter pago a quantia à professora Maria de Fátima porque ela teria se recusado a receber em parcelas. “Recebi o valor proporcionalmente e dividi com as outras pessoas envolvidas na ação. A única pessoa que não recebeu foi ela porque se negou a receber. Mas, ao final da execução do processo, ela vai receber o valor integralmente corrigido”, garantiu.

Já o presidente da Comissão de Ética da OAB de Alagoinhas, Fabricio Costa, informou que Italmar alegou que perdeu o contato da cliente e por isso não efetuou o pagamento. “Ao ser notificado, o advogado disse ter recebido o dinheiro e procurou a professora, mas não encontrou. Por uma questão ética e moral, ele deveria fazer um depósito em uma conta poupança ou nominal, o que não foi feito”. O presidente completou ainda informando que esse tipo de situação costuma acontecer na região. “Como não posso decidir monocraticamente, encaminhei o processo para o Tribunal de Ética de Salvador”.

O advogado da professora Maria de Fátima assegurou que o processo permanece parado e sem decisão do Conselho de Ética da OAB de Salvador.


Nota originalmente publicada às 17h12 do dia 28/01

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