Educação

Barbear coletivo marca protestos dos professores em Feira

[Barbear coletivo marca protestos dos professores em Feira]
05 de Maio de 2011 às 20:15 Por: Redação Bocão News
Professores da Universidade Estadual de Feira de Santana (Uesf), em greve há 23 dias, decidiram mante o movimento mesmo após a determinação do governo de mandar cortar o ponto dos faltosos. Nesta sexta-feira (6), às 9h30, eles fazem manifestação em frente à prefeitura da cidade e, num protesto bem humorado, vão imitar o governador Jaques Wagner que encampou campanha publicitária da Gillette e neste domingo (8) vai raspar a barba que cultiva há mais de 30 anos. Os professores vão patrocinar um "babrbear coletivo", mas a Gillette não vai pagar nadsa pelo protesto.

Nova assembleia foi marcada para o dia 17, quando eles decidem sobre os rumos do movimento.A tentativa do governo petista de encerrar a greve com o corte dos salários dos professores da Uefs, Uesb e Uesc não obteve o resultado desejado pelo governo, segundo ressalta Jucelho Dantas, coordenador da Associação dos Docentes da Uesf.

Ele disse que os professores não vão se deixar intimidar pela postura considerada por eles como "arbitrária, inconstitucional e desrespeitosa do governo.  Os professores insistem na retomada das negociações a fim de que seja atendida a reivindicação de retirada da cláusula do acordo salarial que congela os salários até 2014 e da revogação do decreto de contingencia as verbas no serviço público.

O dirigente sindical contesta nota do governo do estado afirmando que o processo de negociação não foi interrompido. Segundo Jucelho Dantas, o governo enviou email aos representantes dos professores em que reafirma a manutenção da cláusula restritiva que congelar os salários dos docentes, imposta no momento da assinatura do acordo salarial de 2010. “Não temos sequer uma reunião marcada com o governo. O que mais desejamos é negociar, mas para isso o governo precisa nos receba”, diz Dantas.

Segundo o professor, o impasse para a assinatura do acordo é a imposição do governo para que a categoria passe quatro anos sem qualquer melhoria salarial. Para o coordenador do Fórum das Associações Docentes, Gean Santana, o governo tenta confundir a opinião pública com dados que mostram que ele “faz mais” pelas universidades, omitindo que os ganhos estão muito aquém das necessidades reais, dada a expansão da educação superior baiana. “Temos estudos que comprovam que este governo está supervalorizando seus números. Inclusive usando cálculos questionáveis ao comparar o orçamento das universidades estaduais incluindo o ano de 2006, quando sequer era governo”, revela Gean.
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