Eleições 2016

Cenário eleitoral de Vitória da Conquista tende para disputa por 2º turno

[Cenário eleitoral de Vitória da Conquista tende para disputa por 2º turno]
20 de Setembro de 2016 às 20:54 Por: Arquivo / Bocão News Por: Victor Pinto0comentários

Apesar das pesquisas oficiais de Vitória da Conquista apontarem vitória do candidato Herzen Gusmão (PMDB) no primeiro turno, fontes ouvidas pelo Bocão News afirmam que o clima na cidade é de afunilamento da disputa entre os nomes do peemedebista e do candidato do PT local, deputado estadual Zé Raimundo (PT). Logo, com uma disputa voltada a dupla, a expectativa de segundo turno é crescente. A terceira maior cidade da Bahia com 343,2 mil habitantes e um público eleitor de 230,6 mil pessoas conta com sete candidatos a prefeito centrados nos seguintes partidos: PSDB, PSOL, PC do B, PMDB, PSB, PDT e PT.

O governador Rui Costa (PT) marcará território no município, estratégico para conjunturas futuras. A visita do cacique petista que acontece neste sábado (24) visa turbinar a candidatura de Zé Raimundo que tenta correr atrás do prejuízo e ganhar fôlego contra um adversário líder nas pesquisas.

Diversos fatores pesam contra Zé Raimundo na corrida, como a sua confirmação tardia para a disputa e a também tardia entrada do prefeito Guilherme Menezes (PT) na costura da campanha. O desgaste natural de 20 anos de PT no Executivo e a imagem desgastada da estrela a nível nacional são dois outros fatores que tendem a trazer prejuízos ao deputado candidato que faz uma campanha para se desvencilhar destes lastros e correr por fora.

Joás Meira (PSB), vice de Menezes que apóia Zé Raimundo, decidiu romper e lançar candidatura própria. A tática do socialista ainda é indefinida, mas por fazer parte de um partido governista a nível do estado, a tática da pulverização não é descartada.

Hérzem, radialista conhecido na região, tenta mais uma vez o posto de prefeito. Candidato a deputado em 2014, ficou como suplente do PMDB na Assembleia Legislativa e chegou a assumir o posto com a licença de Bruno Reis. Apesar de assumir a função, cuja turbinada no seu nome se deu por esta atuação e em parte do desgaste petista na cidade, o peemedebista começa a despontar com uma alta rejeição. Apesar de ser o principal nome opositor do PT, o ex-parlamentar estadual não conta com os apoios do PSDB e do DEM locais.

Dos cinco debates já promovidos na cidade, o peemedebista só foi para dois e mesmo assim chegou a ser hostilizado em uma de suas participações.

O candidato do PSDB, Arlindo Rebouças, não tem a força para rumar a um eventual segundo turno, mas também não deve entrar de cabeça na candidatura oposicionista de Hérzem, já que os tucanos não se dão bem o cacique peemedebista conquistense.   

O PCdoB tem o deputado Fabrício Falcão como candidato. A conjuntura política local demonstra que o pleito de Falcão, muito mais do que garantir a cadeira de prefeito, é para garantir a sobrevivência política e a vaga de deputado estadual. O comunista tenta se beneficiar daquilo que os especialistas chamam de recall eleitoral, quando o nome do político fica “fresco” na mente do eleitorado para uma disputa futura.

A tática de Falcão segue também a lógica do governo de puxar a eleição para o segundo turno com o processo de pulverização. Numa eventual disputa posterior, o candidato do PCdoB deve apoiar Zé Raimundo.

O PDT lançou Roberto Dias, cuja candidatura está indeferida com recurso e o PSOL teve Euvaldo Gomes como candidato que renunciou e cedeu espaço para Enoque Matos, mas que não possuem capilaridade suficiente para destoar o ritmo da briga política. 

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