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Prefeitura sonha com Parque Olímpico

[Prefeitura sonha com Parque Olímpico]
15 de Abril de 2011 às 18:39 Por: Ivana Braga
Enquanto a área do Parque Atlântico, "doada” à iniciativa privada para impalntação do shopping Aeroclube Plazza Show com o compromisso de criar um espaço de lazer para a população de Salvador, continua abandonada e sem utilidade para a comunidade e a Nacional Iguatemi, que ganhou a concessão de exploração do espaço, não paga os milhões em impostos que deve à prefeitura, o prefeito de Salvador anuncia investimentos de recursos públicos para desapropriação da antiga sede de praia do Clube do Bahia, na Boca do Rio, onde promete implantar um parque olímpico.

Patrocinando mais uma das suas “trapalhadas”, João Henrique anunciou a desapropriação e posse da escritura do imóvel para abrigar o parque no mesmo momento em que a sede do Bahia integrava a lista de bens incluídos na dívida ativa do município que iriam a leilão por falta de pagamento de IPTU. A dívida do Bahia para com a prefeitura, pelo que se tem notícia, soma mais de R$ 3 milhões. O presidente do Bahia, Marcelo Guimarães Filho, quer R$ 20 milhões pela sede. O prefeito quer pagar com Transferência do Direito de Construir (Transcons) e a transação ainda não desenrolou.

No entanto, a assessoria do prefeito distribuiu nota informando avanços na “discussão para transformar o local no primeiro Parque Olímpico do Nordeste, reunindo modalidades esportivas aquáticas e de solo numa área que totaliza 65.573 metros quadrados”.

De acordo com a prefeitura, foi aprovado o projeto conceitual do Parque Olímpico e encomendada à Fundação Mario Leal Ferreira (FML), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente (Sedham), a elaboração do projeto executivo.

A Prefeitura também teria iniciado o desenvolvimento do modelo de gestão do novo equipamento urbano, buscando parcerias de empresas privadas com tradição de apoio ao esporte olímpico para a realização das obras.   

O equipamento que integra o projeto municipal de requalificação da Orla Atlântica e faz parte, segundo a prefeitura, da preparação de Salvador para os Jogos Olímpicos 2016 e, principalmente, atender estudantes da rede municipal de ensino e a comunidade, com a promoção da prática de esportes olímpicos.

De acordo com a administração muniicpal, o parque deve oferecer mais de 20 modalidades esportivas, como natação, artes marciais, basquete, voleibol, handebol, futsal, e tênis, entre outras. 

O Ministério Público da Bahia (MP), por sua vez, decidiu abrir procedimento para investigar a desapropriação anunciada pelo governo municipal. Sob coordenação da promotora Rita Tourinho, do Grupo Especial de Defesa do Patrimônio Público e da Moralidade Administrativa (Gepam), o MP considerou as informações sobre o processo de desapropriação “desencontradas”, já que tratam sobre leilão e desapropriações ao mesmo tempo. A proposta de pagamento da desapropriação com Transcon é outro motivo, segundo a promotora, já que há regras específicas para seu uso.
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