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Bancários paralisam as atividades por tempo indeterminado

[Bancários paralisam as atividades por tempo indeterminado]
27 de Setembro de 2011 às 08:03 Por: Marivaldo Filho

Os bancários de quase todo o país "cruzaram os braços" por tempo indeterminado. Insatisfeitos com a proposta de reajuste salarial apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban),os trabalhadores iniciaram uma greve, a partir desta terça-feira (27). A categoria pede um reajuste de 12,8%, mas a última proposta da Fenaban não ultrapassou 8%.

Na pauta da Campanha Nacional de 2011, os bancários também reivindicam a valorização do piso salarial, aumento do vale-alimentação, auxílio-educação com pagamento para graduação e pós-graduação, ampliação das contratações, mais segurança nas agências, combate às terceirizações e à rotatividade e aumento na Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
 
Na reunião da última sexta-feira (23) com a Fenaban, o Comando Nacional dos Bancários considerou insuficiente o percentual proposto para o reajuste salarial e julgou que a proposta não traz aumento maior para a PLR, nem a valorização do piso.
 
Na noite de ontem, houve assembleias nos Sindicatos dos Bancários de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Porto Alegre, Curitiba, Campo Grande, Mato Grosso, Paraíba, Alagoas, Ceará, Piauí, Espírito Santo, Campinas, Piracicaba, Juiz de Fora, Dourados e Vitória da Conquista, e Salvador.
 
Na Bahia, o Sindicato dos Bancários seguiu a orientação nacional e também deflagrou a greve. “Vamos cruzar os braços, incomodar, para que eles sintam o incômodo da paralisação e voltem a negociar. Os bancos brasileiros obtiveram um lucro de mais de R$ 27,4 bilhões de janeiro até julho e têm totais condições de fazer este reajuste”, afirmou Aldelmo Andrade, diretor de comunicação do sindicato.

Orientação para clientes
 
Diante da greve dos bancários, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) orienta os clientes a recorrerem a canais alternativos para fazer suas operações. A internet, o telefone e os terminais de autoatendimento são as opções sugeridas.

A entidade orienta os bancos a buscarem todos os meios legais para garantir o atendimento da população. “Precisamos tentar garantir que a população não seja prejudicada” diz a federação, em nota.

Foto: G1
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