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Unimed e Promédica justificam suspensão de venda de planos de saúde

[Unimed e Promédica justificam suspensão de venda de planos de saúde]
14 de Janeiro de 2013 às 17:25 Por: Alessandro Isabel (twitter: @alesandroisabel)
A partir desta segunda-feira (14), 225 planos de saúde administrados por 28 operadoras estão proibidos de ser comercializados em todo o Brasil. De acordo com a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a decisão foi tomada em razão do descumprimento dos prazos máximos fixados para a marcação de consultas, exames e cirurgias. Em Salvador, a medida atinge Unimed e Promédica.

De acordo com a ANS a venda dos planos ficará suspensa até março, podendo ser prorrogada em caso de reincidência. Ainda segundo a agência quem já é beneficiário dos planos suspensos não terá o atendimento prejudicado, uma vez que a suspensão consiste em impedir as operadoras de vender a novos segurados.

Por meio de nota a Unimed Salvador informou que as medidas adotadas pela agência reguladora não acrescentou novidades a situação da empresa. “A diretoria da Unimed Salvador esclarece que a operadora de planos de saúde está com a comercialização de seus produtos suspensa desde outubro de 2012, por força do processo de transferência de sua carteira de beneficiários, processo que tem o acompanhamento direto da própria Agência Nacional de Saúde Suplementar. Sendo assim, a inclusão da Unimed Salvador na relação publicada hoje pela ANS não diz respeito a nenhum fato novo”.

Já a Promédica informou que uma equipe está analisando os motivos que levaram a ANS suspender a comercialização de alguns dos planos de saúde da empresa. “A Promédica dispõe de uma rede própria com seis centros médicos direcionados aos seus beneficiários, com atendimentos regulares. Os eventuais atrasos para marcação de consulta e exames estão diretamente relacionados a algumas especialidades médicas carentes em número de profissionais no mercado de saúde atualmente. Além disso, a empresa conta com rede credenciada. Neste caso, a agilidade na marcação está condicionada aos próprios profissionais credenciados”, justifica a operadora.

Segundo a ANS desde dezembro de 2011, quando foi iniciado o monitoramento, 16 operadoras não vêm cumprindo, de forma reincidente, os critérios estabelecidos pelo governo e serão indicadas para a abertura de processo com o objetivo de corrigir as anormalidades. As outras 12 operadoras suspensas e não reincidentes deverão assinar um termo de compromisso visando à redução do número de reclamações.

Das 38 operadoras que tiveram planos suspensos em outubro do ano passado, 18 melhoraram os resultados e já podem voltar a comercializar um total de 45 planos de saúde. A lista completa de operadoras e planos de saúde suspensos pode ser acessada no site da ANS.


*Matéria publicada originalmente às 10h37 do dia 14/01.
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