Justiça

Promotora defende denúncia precoce como arma para evitar feminicídio

[Promotora defende denúncia precoce como arma para evitar feminicídio]
12 de Janeiro de 2021 às 19:52 Por: Divulgação Por: Redação BNews

No ano de 2020 a Bahia superou os 100 casos de feminicídio, além de outra 87 tentativas do crime contabilizadas até 30 de novembro. Para combater esse alto número de casos, a promotora do Ministério Público (MP) Sara Gama Sampaio, Coordenadora da comissão permanente de combate à violência doméstica e familiar contra a mulher, defendeu a denúncia precoce.

Na visão da promotora, caso a vítima denuncie o agressor ainda nos primeiros sinais de violência, ameaça ou agressões, isso pode impedir que o feminicídio ocorra. 

"Caso a denúncia ocorra ainda nesses estágios a gente pode conseguir uma medida protetiva. Muita gente acha que essa medida é apenas um papel, mas não é. Uma pesquisa indicou que de cada 100 vítimas de feminicídio apenas 3 tinham este documento", argumentou ela em entrevista ao Jornal da Cidade 2ª Edição, na Rádio Metrópole, sob o comando de José Eduardo, nesta terça-feira (12).

Sara explica que, com a denúncia, o agressor fica com o nome marcado pela Justiça, o que pode impedi-lo de conseguir um emprego ou ser aprovado em concurso público.

"Precisamos agir na raiz para evitar que o problema cresça. Denunciando uma ameaça ela dificilmente se torna agressão. Denunciando agressão ela raramente se torna agressão grave", afirma.

A promotora também comentou o caso da juíza federal morta pelo marido, ressaltando que este é um crime que não possui classe social ou cor de pele.

"Essa violência nasce do homem não aceitar algum rompimento e se sentir dono da mulher. Então ele resolve destruí-la completamente. Uma prova deste caráter de posse, do sentimento de que 'se eu não tenho ninguém tem' você vê analisando os laudos médicos. No caso do assassinato de uma mulher bonita, por exemplo, geralmente o criminoso desfigura o rosto e a genitália da vítima, mostrando que ele quer destruir o 'feminino' dela", detalha.

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