Polícia

Sentença da New Hit será reapreciada pelo TJ, garante advogado do grupo

[ Sentença da New Hit será reapreciada pelo TJ, garante advogado do grupo]
08 de Maio de 2015 às 06:51 Por: Caroline Gois (Twitter: @goiscarol)
 
 
Após a juíza Márcia Simões Costa, da Vara Crime de Ruy Barbosa publicar a sentença do processo que envolve os integrantes da banda New Hit, um dos advogados do grupo, Rogério Mattos, concedeu entrevista ao site Bocão News, na tarde desta quinta-feira (8). Mesmo com a decisão que condena, cada um dos 11 envolvidos a 11 anos de prisão, Mattos explica que cabe recurso e que, por isso, todos os integrantes continuarão em liberdade. "Respeito a sentença, porém não concordo com os termos dela. O próximo passo será submeter a sentença à apreciação do Tribunal de Justiça via recurso de apelação, que é o julgamento acerca da setença por um grupo de desembargadores", explicou.
 
Ainda conforme o advogado, os integrantes continuarão em liberdade "porque não existe o trânsito em julgado, que ocorre quando não cabe mais recurso. Neste caso, há ainda mais duas instâncias à recorrer, caso o TJ mantenha a decisão", afirma.
 
Os réus
 

Da esquerda para à direita: advogado Rogério Mattos e dois integrantes da New Hit, em Ruy Barbosa, na época do julgamento
 
Alan Aragão Trigueiros, Carlos Frederico Santos de Aragão, Edson Bomfim Berhends Santos, Eduardo Martins Daltro de Castro Sobrinho, Guilherme Augusto Campos Silva, Jefferson Pinto dos Santos, Jhon Ghendow de Souza Silva, Michel Melo de Almeida, Wenslen Danilo Borges Lopes e Willian Ricardo de Farias foram condenados, cada um deles, a 11 anos e oito meses de reclusão. O regime de cumprimento da pena para todos os acusados deverá ser inicialmente fechado.
 
Segundo a sentença, "os acusados se encontram em liberdade, tendo acorrido a todos os chamamentos que a eles foram endereçados, razão pela qual, à míngua dos motivos autorizadores da custódia cautelar, concedo-lhes a benesse de aguardarem em liberdade o trânsito em julgado da sentença". 
 
Durante o processo, além das duas vítimas e dez acusados, foram ouvidas 12 testemunhas arroladas pela acusação, por meio do Ministério Público, e 53 testemunha de defesa.
 
De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público, na madrugada do dia 26 de agosto de 2012, no centro da cidade, eles teriam abusado "sexualmente das adolescentes Vitória e Vanessa, ambas de 16 (dezesseis) anos de idade, à época dos fatos, com elas praticando, mediante extrema violência, por repetidas vezes e em alternância, conjunção carnal e atos libidinosos diversos, em razão do que foram presos em flagrante". 
 
Publicada no dia 7 de maio de 2015, às 16h
 
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