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"Vendi um carro", diz investidor de empresa de criptomoeda investigada na Bahia

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Por: Nilson Marinho 0comentários

Investidores de Salvador que resolveram apostar seus rendimentos na empresa Binary Bit, que atuou no mercado financeiro no ano passado, continuam a ver navios desde que os sócios do negócio deixaram de realizar os pagamentos das aplicações que chegavam a render até 1,5% ao dia e 300% ao ano — como foi prometido.

Na Bahia, a empresa foi alvo de um inquérito civil no Ministério Público da Bahia (MP-BA), que apura irregularidades na prestação dos serviços. Em outubro do ano passado, alguns investidores chegaram a protestar em frente ao condomínio Greenville, no bairro de Patamares, em Salvador, onde mora um dos fundadores do esquema, Ricardo Toro. Israel Soares e Marcos Monteiro também eram sócios da empresa.

Em contato com o BNEWS, um dos investidores, que preferiu não se identificar, relatou que os sócios, que sempre motivavam seus clientes com frases de efeito e promessas de prosperidade, deixaram de realizar os pagamentos seis meses depois que o negócio chegarou à cidade, em março. 

"O trio de fundadores vendiam a empresa aprensentando-a com a melhor do mundo. Eu, por exemplo, vendi um carro para investir. Junto com dois amigos, empregamos cerca de R$50 mil. Nós acreditamos no que estava sendo apresentado", comentou.

Os primeiros atrasos começaram em meados de outubro, período em que os sócios anunciaram que a empresa estava enfrentando problemas para continuar operando. Como uma forma de fazer com que todos os clientes não perdessem seus investimentos, foi sugerido a migração para uma nova plataforma de compra e venda de pares de moedas em transações criada por Ricardo, a Fénix Global. 

"Foi comunicado que era isso ou perdíamos tudo. A promessa era que eu fosse receber cerca de $200 por semana, em cima do meu valor investido, mas, mais uma vez, isso não foi cumprido. Não sabemos se vamos continuar recebendo", lamenta o investidor. 

 

 

 

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