Política

Sarney defende revisão do estatuto do desarmamento

[Sarney defende revisão do estatuto do desarmamento]
10 de Abril de 2011 às 11:08 Por: Redação Bocão News
A tragédia patrocinada pelo jovem Wellington Oliveira (24), ex-aluno da escola municpal Tasso da Silveira, no Realengo, zona oeste do Rio de Janeiro, que armado invadiu o estabelecimento de ensino e matou 12 crianças, ferindo mais 18 pessoas, reacendeu a discussão sobre a venda de armas no país. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), defendeu nesta a revisão no estatuto do desarmamento.

Para Sarney, o Congresso deve reexaminar a lei e defender a proibição da venda de armas no Brasil. Na opinião do senador, o país deve ter ‘tolerância zero’ em relação à venda de armas. De acordo com a polícia, a arma usada pelo atirado para cometer a chacina na escola Tasso Silveira teria sido negociada pelo chaveiro Charleston Souza de Lucena, 38, e o vigia Izaías de Souza, 48.

Um amigo do chaveiro teria vendido a arma para o atirador. Segundo a PM, o suposto vendedor tem passagens pela polícia pelos crimes de porte ilegal de arma, uso de documento falso e estupro. Conforme contou o chaveiro e o vigia, a arma foi vendida por R$ 260 e os dois receberam R$ 30, cada.

Os dois foram indiciados por comércio de arma de fogo e a pena pode chegar a 8 anos, informou o delegado da Divisão de Homicídios, Felipe Ettore, neste sábado (9). Eles tiveram a prisão preventiva decretada na madrugada deste sábado (9). O chaveiro Charleston contou que Wellington teria dito que a arma era para sua segurança própria. "Se eu soubesse que era para fazer o que elke fez, jamais teria lhe vendido a arma. Agora, infelizmente vou ter que pagar ", disse Izaías, mostrando-se arrependido.

De acordo com a polícia, os dois têm antecedentes criminais. Izaías tem 6 filhos e 4 enteados e Charleston tem três filhos. Os dois foram ouvidos na noite de sexta-feira (8) na DH, na Barra da Tijuca. Eles foram encontrados por policiais militares do serviço reservado do 21º BPM (São João de Meriti). De acordo com o comandante do batalhão, Ricardo Arlem, um chaveiro, vizinho de Wellington, teria sido quem intermediou a compra do revólver calibre 32, uma das armas utilizadas no massacre.

Ao defender a revisão do estatuto do desarmamento, o presidente do Senado disse que "quando se permite que existam armas dentro da sociedade com absoluta liberdade, fatos dessa natureza são facilitados”. Para Sarney, ‘fanáticos e desequilibrados’ não vão desaparecer da sociedade com a proibição da venda de armas, mas o endurecimento da legislação pode ajudar a minimizar os crimes praticados com armas de fogo.
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