Política

Bancada governista sofre primeira derrota na Assembleia

[Bancada governista sofre primeira derrota na Assembleia]
12 de Abril de 2011 às 19:10 Por: Luiz Fernando Lima
Sobrou para o líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Zé Neto (PT), o papel de derrotado do dia na Casa Legislativa. O parlamentar de Feira de Santana colocou em votação, na sessão extraordinário desta terça-feira (12), um requerimento solicitando a votação de um regime de urgência para apreciação da Reforma Administrativa do Estado. O problema é que não houve quórum suficiente para que a votação acontecesse. Eram necessários 32 parlamentares, mas apenas 22 na sessão.

Deputados da oposição criticaram a forma com que esta reforma foi conduzida pelo governador Jaques Wagner. Para Paulo Azi (DEM), o chefe do Executivo estadual quebra todas as suas promessas de transparência e democracia quando tenta aprovar “goela abaixo” um projeto como este em dois dias.

O líder da bancada Independente, Targino Machado (PSC), chamou a medida de o “Trem da Alegria”. Segundo ele, o prenuncio é de tragédia anunciada. “Não vai ser assim. Eu disse que seria tragédia anunciada este negócio de goela abaixo”, disse.

O argumento principal dos deputados de oposição é de que não houve tempo suficiente para analisar o projeto. “O documento chegou na quinta-feira (7), foi retirado na sexta-feira (8) porque continha algum equívoco. Voltou para Assembleia ontem (11) à noite e se aprovarmos este regime de urgência teremos que apresentar as emendas até amanha (13). Eu não consegui ler nem metade do projeto que contém mais de 148 artigos. Isto é um absurdo, mais ainda, é um desrespeito com a Casa, com os deputados, com Poder Legislativo”, ressaltou Paulo Azi.

Caso o recurso proposto pelos governistas seja aprovado, dentro de oito dias o projeto será votado em Plenário. Provavelmente, seria aprovado, já que são necessários 32 votos favoráveis e a bancada do governo conta com um número maior do que este de parlamentares.

O problema, segundo Elmar Nascimento (PR), vai ser acomodar todo mundo. Para Nascimento, a base governista é frágil, pois é fundamentada no fisiologismo. “Com exceção dos deputados do PT, PCdoB e PSB o restante está com o governo por fisiologismo”, criticou.

Entre os pontos da reforma mais criticados está a criação de mais de 700 novos cargos. Os deputados de oposição afirmam que  estes postos servirão apenas para acomodar os “novos aliados fisiológico”.

“Os deputados adesistas deram uma surra no líder do governo do governo porque não conhecem meia merenda. Esta merendinha pouca não convence”, disparou Targino.

Fotos: Roberto Viana // Bocão News
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