Política

'Não tem jeito', diz Gilberto José sobre as contas da SMS

['Não tem jeito', diz Gilberto José sobre as contas da SMS]
18 de Abril de 2011 às 10:24 Por: Redação Bocão News
“Hoje precisamos de mais R$ 12 milhões, para recuperar esse déficit, mas para nos preparar para novas demandas”, explica o secretário de Saúde Gilberto José (PDT). Segundo ele, se não houver uma pactuação com o Ministério da Saúde, a prefeitura terá que assumir uma dívida atual de R$ 17 milhões, reconhecida pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS). “Não tem jeito!”, resume o secretário.

Em reportagem postada em 6 de janeiro no Bocão News, falamos que mesmo  com tanta disposição, Gilberto José sabia que teria grandes desafios pela frente. Os desafios estão aí. Na época  o secretário nos disse: “Chego com os pés no chão, consciente de que não será possível fazer milagres na saúde da nossa cidade. Por isso, espero contar com o apoio dos eficientes e dedicados servidores públicos que são fundamentais para o sucesso de qualquer gestão”. Pelo visto o secretário precisa mais do que a ajuda dos servidores municipais.

A Prefeitura de Salvador corre o risco de fechar o ano com uma dívida de R$ 72 milhões com todas as clínicas e hospitais que realizam procedimentos de média e alta complexidade pelo SUS.  A dívida é reclamada pelas instituições filantrópicas que fazem os atendimentos.

Conforme o secretário, hoje a prefeitura gasta aproximadamente R$ 30 milhões em atendimentos de média e alta complexidade realizados por instituições filantrópicas que administram grandes hospitais na cidade, além de outras 433 unidades, entre públicas e particulares, que atendem pelo SUS.

Para pagar essa conta, o Ministério da Saúde envia em média R$ 24 milhões por mês, segundo calcula a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). A diferença deveria ser completada pelo caixa da prefeitura. Mas apenas em 20 de fevereiro, segundo Gilberto José, o município regularizou o repasse - obrigatório pela Constituição Federal - dos 15% da arrecadação municipal.

O valor corresponde a cerca de R$ 30 milhões, mas é usado também para manter as unidades próprias de saúde, pagar a folha de pessoal (só aí vão mais de R$ 20 milhões) e custear a vigilância sanitária e epidemiológica.

Foto: Edson Ruiz / Bocão News
// com informações do jornal A Tarde

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