Política

MEC libera livros didáticos com conteúdo político

[MEC libera livros didáticos com conteúdo político]
01 de Maio de 2011 às 14:40 Por: Redação Bocão News

Reportagem da Folha de São Paulo da edição deste domingo (1º de maio), mostra que, apesar de o Ministério da Educação impor como critério para aprovação de livros didáticos que eles não possuam conteúdo político, o órgão aprovou livros para alunos do ensino fundamental que trazem críticas ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e elogios à gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).  

De acordo com a reportagem assinada por Luiza Bandeira e Rodrigo Vizeu, o livro "História e Vida Integrada" enumera problemas do governo FHC (1995-2002), como crise cambial e apagão, e traz críticas às privatizações. Por outro lado, o livro além de tratar a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma "festa popular", diz que o petista "inovou no estilo de governar" ao criar o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social.

A reportagem ressalta que o Ministério da Educação não comentou o tratamento dado aos dois presidentes.

A liberação dos livros com conteúdo político foi criticada pelo presidente estadual do DEM, José Carlos Aleluia, para quem os livros didáticos estão adulterando a história com o objetivo de "doutrinar“ os jovens. Conforme Aleluia, "o ‘nunca antes na história deste país’ era apenas o sinal do ex-presidente Lula para reescrever a história do Brasil de maneira favorável ao governo petista. Agora o problema se agrava, porque a retórica da mentira está virando verdade em livros didáticos que adulteram os fatos da história real para doutrinar os jovens estudantes da rede pública de ensino. Isto é um crime contra a juventude brasileira”.

O líder oposicionista ficou indignado com a notícia veiculada pela Folha de São Paulo. “Esse procedimento contraria uma das exigências do MEC para aprovar os livros que é não haver doutrinação política nas obras utilizadas”, destaca o presidente dos Democratas baianos, não descartando a possibilidade de acionar a Justiça contra a ilegalidade do MEC.

O dirigente partidário lembrou que na Bahia, no início do ano, uma questão discursiva da prova de português do vestibular da Universidade Estadual Santa Cruz (UESC) serviu de instrumento para a propaganda do governo de Jaques Wagner. "Esse crime à República e à democracia não pode continuar”.

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