Política

No Brasil, miséria é uma questão de critério

[No Brasil, miséria é uma questão de critério]
03 de Maio de 2011 às 21:30 Por: Luiz Fernando Lima
Nesta terça-feira (3), a ministra do Desenvolvimento Social (MDS), Tereza Campello afirmou que o país tem atualmente 16,2 milhões de pessoas com renda menor que R$ 70. O programa de erradicação de pobreza extrema do governo federal, anunciado pela ministra, terá a missão de tirar todas estas pessoas desta faixa.

Em seu discurso de posse, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o seu maior objetivo era acabar com a pobreza extrema no país. O problema é que a miséria neste país não é uma questão de necessidade, ao que parece, tudo está relacionado ao critério que se escolhe para definir o que é pobreza ou que é miséria.

Isto quer dizer, que se o governo federal entender que as pessoas que têm renda acima de R$ 10 mensais não são miseráveis, elas deixam de figurar entre os indesejáveis nos relatórios. Contudo, na realidade nada muda.

Ora, como é que um governo liderado por trabalhadores pode afirmar que deixam de ser miseráveis aqueles que ganham mais de R$ 70, quando o preço da cesta básica em Aracajú, capital de Sergipe, cidade onde é mais barata, custa R$ 192, 35. Isto sem contar a Batata.
Nesta cesta denominada de “Ração Essencial” estão inclusos: Carne, Feijão, Leite, Arroz, Farinha, Tomate, Pão, Café, Banana, Açúcar, Óleo e Manteiga. Tudo em quantidade modesta.

Além da cesta básica, qualquer pessoa precisa de um lugar para morar, precisa se deslocar de um lugar para outro e as passagens não são baratas.

Enfim, o governo federal pretende acabar com a miséria e aposta nos programas sociais tais como o Bolsa Família.

Bahia

Entre os estados a Bahia lidera o ranking com 2,4 milhões de miseráveis, o número representa 14% dos 16.267.197 que vivem no país. Por aqui, a concentração maior está no interior, são 1.287.177 pessoas. O restante, 1.120.813 estão nos centros urbanos.

Para se ter uma ideia, a quantidade de miseráveis na Bahia é quase a mesma do que as que residem em todo o Norte do País, lá, são 2.658.452.

O Maranhão aparece em segundo lugar neste levantamento do IBGE com 1.691.183 de pessoas abaixo da linha estipulada pela ministra.

Na Bahia, os miseráveis são quase o dobro dos que residem nas regiões Sul e Centro-Oeste, somadas as duas têm 2.546.820.

Nordeste

Como esperado, a região Nordeste manteve a liderança na quantidade de pessoas abaixo da linha da pobreza extrema. Por aqui, os miseráveis representam 18.1%, sendo mais de 9.5 milhões. Essas regiões serão prioritárias no plano. O Sul é a área com menos gente extremamente pobre (cerca de 2,6%).

Confira aqui quantidade de pessoas abaixo da linha da extrema pobreza


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Foto: Antônio Cruz // Abr
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