Política

Horário eleitoral de volta

[Horário eleitoral de volta]
08 de Outubro de 2010 às 22:05 Por: Redação Bocão News
Conforme dados revelados pelo Ibope a audiência das televisões registrou queda significativa em função do horário eleitoral gratuito. Depois de alguns dias de trégua, os programas eleitorais voltam ao ar sem grandes novidades.
 
Nos dez minutos destinados a cada candidato à presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) não agregaram nada novo. Artificiais e sem conseguir convencer o eleitorado, a estratégia dos programas dos candidatos foi abrir espaço para estrelas nacionais que apóiam a candidatura de cada um.

O presidente Lula, os governadores Sérgio Cabral (PMDB), do Rio, e Jaques Wagner (PT), da Bahia, foram algumas das celebridades políticas que apareceram no horário destinado a candidata petista. Não disseram nada que empolgasse ou que não já tenha sido dito.

A questão religiosa foi a temática que tomou conta dos programas. Ambos os candidatos exploraram a questão, fazendo a defesa de valores cristãos e familiares e o respeito à vida. O programa de Serra falou abertamente que o tucano é contra o aborto. Já o de Dilma limitou-se a dizer que a petista é favorável à vida.

Após perder espaço entre os evangélicos e os católicos, Dilma iniciou o programa com um discurso claramente direcionado aos eleitores religiosos. Já Serra apelou para descaracterizar a experiência administrativa da sua adversária, por ele comparada ao ex-presidente Fernando Collor, “expulso” do Palácio do Planalto sob acusações de corrupção.

Exibindo imagens do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o programa tucano buscou mostrar a diferença entre a administração de quem tem experiência e a de “aventureiros”. “Agora, para o Brasil avançar, tem que ser alguém já testado, com ficha limpa e que já fez muito pelo Brasil”.

Ao eleitor resta tentar agüentar até 29 de outubro, esperando que o tom morno e repetitivo dos programas, a falta de criatividade das peças publicitárias e de credibilidade na classe política não o faça pegar no sono em frente à TV e só aguardar dia 31 para, nas urnas, escolher o candidato menos pior dos dois.
 
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