Política

FHC condena discussão do aborto

[FHC condena discussão do aborto]
19 de Outubro de 2010 às 09:58 Por: Redação Bocao News
Um dos sociólogos mais conceituados do país, o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB) pronunciou-se contrário à inclusão de temas religiosos em campanhas eleitorais.

O ex-presidente FHC entende que o assunto deve ser  pauta das discussões no país, mas não tema para definir o rumo da disputa e decidir sobre o futuro do país. A discussão de cunho religioso sobre o aborto ganhou força neste segundo turno da campanha eleitoral, com acusações à candidata Dilma Rousseff (PT) de suposta conivência e mudança de opinião sobre a prática. Dilma e o candidato José Serra (PSDB) afirmam ser contrários à descriminalização do aborto.

Para Fernando Henrique, a discussão do aborto vai ocorrer não apenas no Brasil, mas em todos os países. "É como a questão da droga, não pode ser eleitoral. É uma questão de outra natureza”, declarou FHC, para quem esses assuntos não devem ser “politizados”. Ele lembrou que sua derrota na eleição à prefeitura de São Paulo em 1985 foi decorrente de uma interpretação dúbia sobre uma declaração a reespeito da sua crença em Deus.

No entendimento do tucano é natural o uso de depoimentos de líderes religiosos em programas eleitorais. “Os líderes religiosos são cidadãos e têm que conduzir seus seguidores. É normal que assim seja. Tanto Serra quanto a Dilma, os dois fazem isso. Outra questão é entrar em debate propriamente religioso”, afirmou FHC, em referência ao fato de o programa eleitoral do candidato José Serra (PSDB) ter vinculado, no último domingo, depoimento de pastores.

Na sexta (15), a campanha da candidata do PT divulgou carta intitulada "Mensagem da Dilma", em que reafirma posições sobre aborto e liberdade religiosa. A ex-ministra disse que o documento dará "instrumentos" aos pastores que apoiam sua candidatura para combater uma "central de boatos". Já a campanha de Serra produziu 2 milhões de cartões de plástico com a frase "Jesus é a verdade e a Justiça", atribuída ao candidato.
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