Política

Derrota vexatória

[Derrota vexatória]
20 de Outubro de 2010 às 18:13 Por: Daniel Pinto
Na sessão ordinária desta quarta-feira (20), a base aliada da Prefeitura na Câmara Municipal de Salvador deu uma demonstração clara de fraqueza e falta de unidade. E olha que não foi a primeira vez. Clique aqui e leia matéria relacionada.

O objetivo dos partidários do Thomé de Souza era votar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que inclusive tranca a pauta da Casa. Mas, o líder governista, Pedro Godinho (PMDB), não conseguiu segurar 21 vereadores no plenário, o que lhe daria a maioria simples para votar a matéria. 
 
No início da sessão, o painel eletrônico registrava a presença de 33 parlamentares. No entanto, aos poucos, o espaço começou a ser esvaziado. Ninguém queria se indispor com os agentes de saúde e combate à endemias, que mais uma vez pressionavam os edis pela mudança jurídica do regime de trabalho.  
 
“As duas coisas não tem nenhuma relação. A mudança de categoria dos funcionários da secretaria de Saúde não pode ser atrelada à LDO”, observou Pedro Godinho (foto). 
 
A questão é que a oposição “comprou a causa” e decidiu que só vota a Lei de Diretrizes se a situação dos agentes for resolvida. “Só queremos que o acordo seja cumprido. A transmutação precisa ser regulamentada. A própria sub-procuradora Lisiane Guimarães entende que há amparo legal. Pelo visto, o problema é de ordem financeira. Mas, ninguém tem culpa da falta de preparo da gestão João Henrique”, afirmou Aladilce de Souza (PCdoB). 
 
No meio das discussões, ao perceber que os vereadores da situação estavam dispersos, o líder da minoria, Gilmar Santiago (PT), pediu a verificação de quórum. A Mesa Diretora contou apenas nove presentes. Sessão suspensa por 15 minutos. 

Aí teve início um verdadeiro “Deus nos acuda” entre os governistas. Enquanto Pedro Godinho corria para reagrupar os correligionários, Alfredo Mangueira (PMDB) disparava ligações tentando convocar o “time” da Prefeitura de Salvador. Mas, a estratégia não surtiu efeito. 
 
Apesar da tolerância da Mesa, após nova recontagem dos presentes, a sessão foi encerrada. 
 
A oposição fez a festa. 
 
“Duas derrotas fragosas do Thomé de Souza: uma da gestão e outra política”, disparou Carballal (PT). “E olha que somos apenas oito”, completou Olívia Santana, numa alusão ao número de membros da minoria. 
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