Política

Fabíola indica a Rui criação de Fundo de Combate à Violência contra Mulher e ataca declarações de Damares

[Fabíola indica a Rui criação de Fundo de Combate à Violência contra Mulher e ataca declarações de Damares ]
15 de Março de 2019 às 21:09 Por: Vagner Souza / BNews Por: Tamirys Machado 0comentários

A deputada estadual Fabíola Mansur (PSB) apresentou uma Indicação ao governador que cria o Fundo Estadual de Enfretamento à Violência contra Mulher. Segundo a parlamentar,  o Fundo ajudaria a desburocratizar a captação de recursos para as pautas relacionadas às mulheres. 

“A violência doméstica aumentou 13%. Um milhão de processos contra violência doméstica estão parados no Tribunal de Justiça (TJ-BA). Se a gente não entender que essa é uma luta civilizatória de todos pelo mundo de paz, se a gente não entender que é preciso investir e aumentar o orçamento, que é preciso ter ações nas escolas, ampliação da rede de proteção, a gente precisa de mais Casa Abrigo, mais Delegacias de Atendimento à Mulher, grandes campanhas nas escolas, formação e capacitação das Ongs [...] Toda vez que vem uma crise financeira quem é que sofre mais impacto, a secretaria da Igualdade, secretaria da mulher então a criação do Fundo ele ajuda porque ele desburocratiza doações e permite que a gente vá captar de empresa”, justificou a deputada, em conversa com o Bnews.  

Integrante da Comissão da Mulher e presidente da Comissão de Educação, Fabíola revelou que já conversou com o governador sobre o assunto. “Dialogamos rapidamente no Carnaval e vamos voltar a conversar”, disse. “Nossa causa é prioritária e a gente entende que se há juridicamente um Fundo vamos buscar outras formas de apoio que vai permitir ao governo ampliar a rede”, completou, pontuando que a Bahia pode ser pioneira na ação.  

Sobre as últimas declarações da ministra da Mulher, Damares Alves, a deputada rechaçou. “Acho que ela é equivocada, uma posição onde ela não demonstra qual o plano do ministério para enfrentar os índices de violência doméstica, feminicídio, ela representa um ministério que precisa lidar com esse problema. Você dizer que vai ensinar meninos a dar flor, não que a gente não goste de receber flores, mas isso não é o propósito principal. Um Ministério tem que pensar no macro. Ter metas, planejamentos”. 
 

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