Política

Políticos querem apuração

[Políticos querem apuração]
16 de Setembro de 2010 às 20:36 Por: Redação Bocão News
Depois de cobrar o afastamento de Erenice Guerra da chefia da Casa Civil, o presidente do PSDB, Sérgio Guerra, insiste na apuração das denúncias de tráfico de influência e desvio de recursos públicos envolvendo familiares da ex-ministra.

Guerra considera que a saída de Erenice não encerra o assunto e que o governo federal tem a obrigação de investigar a fundo o caso. O candidato tucano à presidência, José Serra, faz coro ao presidente do seu partido ao defender investigações sérias. Para ele, o afastamento da ministra foi apenas um primeiro passo.

Inicialmente cotada para substituir Erenice Guerra na chefia da Casa Civil, a coordenadora do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), Miriam Belchior, perdeu força, segundo a Folha de São Paulo, “porque ela está com receio de assumir o cargo e virar alvo da imprensa”.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que resistia em demitir a ministra, terminou cedendo às pressões políticas. Ele deve anunciar na próxima semana o nome do substituto de Erenice Guerra. O mais cotado para o cargo, no momento, é o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo.

Até a decisão final assumiu interinamente o cargo o secretário-executivo da Casa Civil, Carlos Eduardo Esteves Lima, um colaborador o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB).

Demissões

Enquanto o  Planalto afastava a ministra chefe da Casa Civil, no Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal, o governador Rodrigo Rosso (PMDB) se livrava do filho e do irmão de Erenice Guerra que ocupavam funções em órgãos da administração, Israel Dourado Guerra, filho da ex-ministra, foi exonerado, nesta quinta-feira (16), do cargo comissionado que tinha na Companhia Imobiliária do Distrito Federal (Terracap). A Corregedoria do DF vai apurar eventuais irregularidades de Israel no exercício da função que ocupava.

Rosso determinou, ainda, a suspensão de pagamento que o filho da ex-ministra tenha a receber. Além disso, mandou exonerar o irmão de Erenice, José Euricélio Alves de Carvalho, que ocupava função na Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).
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