Política

Debate tem desfecho emocionante

[Debate tem desfecho emocionante ]
21 de Setembro de 2010 às 06:58 Por: Luiz Fernando Lima
Os cinco blocos do debate da TV Itapoan transcorreram sem muitas novidades, os cinco candidatos convidados, Jaques Wagner (PT), Paulo Souto (DEM), Geddel Vieira Lima (PMDB) , Luiz Bassuma(PV) e Marcos Mendes (Psol), trocaram acusações sobre qual teria os melhores projetos para educação, segurança, saúde, infraestrutura, emprego e meio ambiente foram os temas abordados novamente pelos postulantes.

Em um dos momentos mais ácidos do debate, o candidato peemedebista afirmou ao conversar com os eleitores. “Vocês estão vendo. De um lado este aqui, apontando para Souto, "que representa um governo que nada fez ou pouco fez", deste outro, apontou para Wagner, "este, que representa um governo que nada faz ou pouco  faz”, disse.

Direito de resposta

Em outro momento mais quente do debate, Luiz Bassuma e Jaques Wagner pediram e conseguiram direito de resposta. O petista foi contemplado após ter ouvido que em seu governo a torneira da corrupção está aberta. Wagner  reagiu às acusações, no momento em que teve a palavra, disse a Bassuma que ele,  como deputado federal, teria a obrigação legal de denunciar tais irregularidades caso tivesse provas, se não estaria cometendo crime de prevaricação. A acusação motivou o candidato verde a pedir direito de resposta, nas suas explicações Bassuma fez questão de ressaltar que não estava acusando Wagner de corrupção, mas que no governo dele havia corruptos, disse ainda que o livro de Eduarte Leite, que foi funcionário da Saúde conta como funcionava o esquema.

Prefeitura de Salvador

Os ataques a Wagner não cessaram com Bassuma, Geddel Vieira acusou a gestão petista de ter uma dívida de R$ 19 milhões com a Prefeitura de Salvador. De acordo com o ex-ministro, o valor é referente a repasses que deveriam ser feitos para o Samu. Sobre isto Wagner respondeu que não tinha certeza dos números, mas que se houve algum atraso foi causado pela burocracia. Defendeu a atenção às prefeituras como prioridade da sua gestão.

ACM

“Maledicente” foi  essa a palavra que o ex-governador Paulo Souto utilizou para rebater à Geddel, quando o peemedebista afirmou que o postulante do Democratas estaria sem o respaldo para gerir a segurança público do Estado “pois já não conta com o apoio de Antônio Carlos Magalhães". Além da caracterização, Souto afirmou que durante o seu governo os índices de violência foram baixíssimos enquanto a atual, do qual o ex-ministro fez parte,  conseguiu o “milagre” de perder o controle sobre a mesma.

Errei

Ex-governador Paulo Souto no encerramento de uma das suas intervenções iniciou: “estou perdendo, mais uma vez...”, parou, respirou e corrigiu. “Estou pedindo, mais uma vez, votos para vocês eleitores”.

Ministério e Bahia

O ex-ministro Geddel Vieira Lima ficou irritado com o seu adversário Marcos Mendes, quando este o acusou de ter desviado recursos da pasta em Brasília para beneficiar prefeitos correligionários na Bahia, mais que isso, segundo Mendes, nem todo o investimento de R$ 6 milhões, que teria sido feito na orla de Mucuri. De acordo com o postulante do Psol, a intervenção realizada na cidade, além de não resolver o problema que a justificou, certamente não utilizou mais que R$ 1 milhão. Geddel irritado com as acusações, rebateu dizendo que as obras em Mucuri são as melhores possíveis e que a única coisa que o entristece é o fato de não ter trazido mais dinheiro, recursos, para os municípios baianos.

Considerações Finais

Marcos Mendes, mais uma vez, foi o único que trouxe analises diferentes ou irreverentes no ultimo bloco do debate. Durante as suas considerações finais o postulante pessolista afirmou que todos os candidatos fazem “acordnhos” entre si. Disse que Wagner e Geddel são filhos do mesmo pai, Lula. “Um é o filho pródigo e o outro prodígio”. Geddel, ironizando no seu canto rebateu para a platéia: “Eu sou o prodígio” – Depois Mendes ainda relacionou as candidaturas de Bassuma com a de Paulo Souto. “Gabeira gravou para o candidato ao senado Aleluia e é do PV, n Rio de Janeiro apoia o DEM, ou seja, são todos aliados” disse.
 
Os comentários não representam a opinião do portal; a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Usamos cookies para personalizar e melhorar sua experiência em nosso site e aprimorar a oferta de anúncios para você. Visite nossa Política de Cookies para saber mais. Ao clicar em "aceitar" você concorda com o uso que fazemos dos cookies

Compartilhar