Política

Servidor do TRE acusado de extorsão se defende

[Servidor do TRE acusado de extorsão se defende]
27 de Outubro de 2013 às 07:06 Por: Reprodução Por: Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews)

Vítima de armação. Assim se define o chefe da Seção de Contas Partidárias do  Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Joseph Rodrigues, acusado pelo deputado estadual Ângelo Coronel de cobrar propina para fazer prestação de contas do PSD e dar parecer favorável. A informação é do A Tarde.

Joseph Rodrigues foi afastado de suas funções até que a sindicância para apura as denuncias seja concluída em até 60 dias. Ela também dispensou Joseph da função comissionada de chefe da Seção de Contas Partidárias.
 
O servidor informou que protocolou no TRE, ontem, documento com esclarecimentos acerca dos fatos, que, segundo ele, provam sua inocência. Ele também disponibilizou quebras de seus sigilos bancário e telefônico.
Joseph foi filmado por câmera escondida no gabinete do deputado. A gravação o mostra recebendo dinheiro (seria R$ 28 mil) e conversando com os assessores sobre elaboração de contas do PSD. Pelo serviço receberia os R$28 mil mais R$ 2 mil mensais.

Gravação editada

Contudo, segundo Joseph, a gravação foi editada. “É uma grande armação. Eu não sei por quê. Sou uma pessoa idônea, não tenho inimigo”. Ele conta que já era sabido pelo TRE, que estará se desligando do orgão no final de novembro, porque passou em concurso público em São Paulo.

Acrescenta que foi procurado pelos assessores de Angelo Coronel por intermédio de um servidor do tribunal -que ele não revela o nome. “Eu informei a ele (o servidor) que não poderia assumir a contabilidade do partido,  somente após sair do tribunal. Quando eu encontrei com os assessores, eles não sabiam disso, então, podem ter achado que eu estava praticando corrupção” , disse.

“Posteriormente eu assumiria (os serviços) pois não haveria conflito de interesse” , diz o servidor. Quando ao dinheiro que recebeu, afirma, “a título de adiantamento”, seria para pagar um contador que o ajudaria: “Passei tudo na íntegra para o contador”. Ele afirma, ainda, ter uma empresa “de comércio” com sua mulher, mas não para elaborar contas de partido. Contudo, na gravação, Joseph afirma ter como clientes o DEM e PRP. Como explicaria isso?

“Foi mero marketing. Quando ele começou a me perguntar muito, eu queria mostrar que tinha know how. Você acaba aumentando um pouco” . O servidor negou, ainda, ter conversas com assessores de juízes, como dá a entender na gravação.

Medidas judiciais

Ele teria dito aquilo, diz, para tranquilizar seus interlocutores. “Em nenhum momento falo em vender parecer. Isso saiu da cabeça do deputado e da boca dos assessores”, acusa.

Diz que, assim que sua inocência for provada, tomará providências jurídicas contra o deputado. Procurado, Coronel disse que não tinha mais nada a declarar: “Quem vai atestar ou não os fatos é o Ministério Público Federal” .

*Nota originalmente publicada às 10h46 do dia 26/10

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