Política

Segundo bloco pega fogo

[Segundo bloco pega fogo]
29 de Setembro de 2010 às 02:22 Por: Luiz Fernando Lima


No segundo bloco os candidatos passaram a direcionar perguntas uns aos outros com tema livre. O atual gestor e candidato à reeleição Jaques Wagner permaneceu sendo alvo principal de acusações. Contudo, a maior discussão entre os postulantes foi protagonizada por Marcos Mendes (Psol) e Geddel Vieira Lima (PMDB).

Os ânimos esquentaram quando Mendes escolheu o ex-ministro para responder à sua pergunta, mas não foi a pergunta em si que deixou o peemedebista consternado. A indignação de Geddel foi motiva pela contextualização do candidato do Psol. “O Geddel foi indicado no passado para a diretoria do Baneb pelo governo carlista. Lá ele fez uma farra, esta é a avaliação de uma auditoria interna, que identificou que houve desvio de mais de R$ 1 milhão e favorecimentos para a família dele (Geddel) toda. Os rendimentos deles eram muito superiores aos valores de mercado, ao que se pagava à época. Mais recentemente ele pegou os recursos do Ministério de Integração Nacional e saiu distribuindo para vários prefeitos de sua base aliada. Nós denunciamos. A gente não vai mentir para a população, este é o papel do Psol, estamos dizendo a verdade e isto incomoda muita gente” disparou o psolista.

Em seguida Mendes perguntou a Geddel se ele estava se sentindo abandonado nesta campanha. Segundo o postulante do Psol, o ex-ministro não conta mais com o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nem de Dilma, tampouco do prefeito João Henrique que é seu Correligionário. Incomodado com as acusações e com a postura de seu adversário, Geddel tratou de desqualificá-lo. Chamou o psolista de irresponsável, disse ainda que as acusações são incabíveis e que não está abandonado coisa nenhuma. “Mendes fica ai, acusando, acusando e acusando, mas está enrolado com o Instituto Búzios citado no escândalo das Transcons”, argumentou o ex-ministro.

Por esta acusação, Mendes recebeu o direito de resposta e se defendeu alegando que o instituto está sendo injustiçado e perseguido por ser um dos poucos que se dedicam a denunciar a devastação da mata atlântica na Avenida Paralela.

O bloco ainda rendeu uma breve troca de “gentilezas” entre Paulo Souto (DEM) e Geddel.  Um dizendo para o outro que estudou mais e
outro menos o programa de governo registrado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE).  Acusado de ser leviano nas propostas assinadas no documento, Souto rebateu irritado. “É por isso que a classe política está desacreditada, por causa desses candidatos que ficam apresentando propostas que não são exequíveis” disse o democrata.
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