Saúde

Hospital Espanhol: IGH se defende das denúncias em outros estados

[Hospital Espanhol: IGH se defende das denúncias em outros estados]
17 de Maio de 2017 às 09:47 Por: Redação BNews

A instituição que pode comprar o Hospital Espanhol, na capital baiana, o Instituto de Gestão e Humanização da Bahia (IGH) encaminhou nota de esclarecimento após denúncias praticadas pelo instituto nos estados de Goiás e Piauí, levantadas pelo BNews, nesta terça-feira (16).

Em relação à denúncia no estado de Goiás, onde servidores de hospitais reclamaram da forma como foram tratados depois que organizações sociais de saúde (OSS), incluindo o IGH, assumiram as unidades, o instituto afirma que: “trata-se de uma ação conjunta motivada pelos servidores de Goiás contra o modelo de contratualização proposto pelo Governo do Estado, através da terceirização por OSs - Organizações Sociais para gerir unidades de saúdes (servidor x terceirização). Quem responde pela ação coletiva é o Governo do Estado de Goiás, sendo as OSs citadas secundariamente, não apenas o IGH. Quanto ao desligamento de profissionais, esclarecemos que o contrato firmado previa determinado quantitativo de servidores para atuar no hospital, o que excedia a este número foi devolvido à gestão estadual, sendo remanejados para outras unidades de saúde”.

Sobre os documentos que mostram que o atual diretor do HMI - gerido pelo IGH, Ronan Lima, foi demitido por má gestão da Fundação Geraldo Correia, responsável pelo comando da administração executiva do Hospital São João de Deus (HSJD, de Minas Gerais), o IGH esclarece que “o mesmo não faz parte do grupo IGH há 4 anos. Ele foi desligado no mesmo período em que foram divulgadas as denúncias relatadas pelo Bocão News. Ou seja, desde 2013 ele não faz mais parte dos quadros do grupo. As denúncias a que ele respondia nada tem a ver com o IGH e sim com a Fundação Geraldo Correia, responsável pelo comando da administração executiva do Hospital São João de Deus, em Minas Gerais”.

Piauí

No Piauí, o IGH também foi alvo de investigações que constataram irregularidades. Sobre as acusações, o instituto aponta que: “para gerir o Hospital Regional Justino Luz, de Picos, o IGH também participou de chamamento público apresentando melhor proposta técnica e menor preço. A suspensão do contrato nada tem a ver com denúncias de irregularidades, e sim, porque os servidores contrários à terceirização da unidade hospitalar conseguiram liminar na justiça. Ao contrário do que foi publicado, o IGH possui documento onde o Estado de Piauí reconhece uma dívida de R$ 1,3 milhão de reais de investimentos que o IGH fez na unidade hospitalar como reformas, compra de equipamentos, insumos e medicamentos, e que até hoje não foi paga”.

Em sobre a suposta coação pela instituição aos médicos do Samu em Salvador, o IGH também se defende. “O IGH possui dois tipos de contratações de médicos do SAMU: CLT e prestação de serviço através de pessoa jurídica. Esse último trata-se de contato padrão, utilizado em todo o país. Acontece que alguns médicos interpretaram erroneamente algumas cláusulas e o IGH acabou sendo provocado pelos médicos através do Sindicato. O assunto já foi debatido com a classe, as cláusulas foram revistas e o assunto está dado como resolvido e encerrado”.

Publicada originalmente dia 16

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