Saúde

Retrato da saúde pública: enquanto a população sofre, funcionário joga Paciência

[Retrato da saúde pública: enquanto a população sofre, funcionário joga Paciência]
29 de Outubro de 2013 às 05:26 Por: Caroline Gois (twitter: @goiscarol)0comentários
Denúncias com relação à situação na qual se encontra a saúde pública do Estado da Bahia não param de chegar ao site Bocão News. Desta vez, um leitor enviou uma foto que contradiz à realidade dos milhares de pacientes que amargam nas filas por espera no atendimento, ou mesmo, que precisam da urgência que pode valer uma vida. 
 
Ainda que com muitos para serem atendidos em um hospital referência na Bahia, o funcionário que fica na recepção do Ernesto Simões parece desconhecer as longas filas que a população precisa formar para ter acesso ao que lhe é de direito. Durante o expediente, com o computador aberto e sem nehuma intenção em esconder o ato antiético, o colaborador do Estado - cujo salário é pago com dinheiro público - joga e se diverte em seu entretenimento, que de acordo com o denunciante, é uma ação diária.
 
 
O hospital Ernesto Simões, que fica no bairro do Pau Miúdo, em Salvador, era conhecido como Hospital Ernesto Simões Filho (HESF), unidade de urgência e emergência, sendo que em 1988 foi reformado e transformou-se em Hospital Pediátrico. Ao final do ano de 1991, voltou a atender à população de usuários que buscavam a sua órbita de atenção, passando a ser conhecido como HGESF, hospital geral de urgência e emergência.
 
Mas, parece que a labuta dos pacientes e o desespero pelo direito à Saúde não são suficientes para que o tratamento e a responsabilidade com o setor sejam colocado à prova. Na manhã do dia 22 de julho deste ano, o Bocão News noticiou situação semelhante no Hospital do Subúrbio. A reportagem foi surpreendida com uma imagem enviada por um leitor. Na foto, um idoso deitado em uma cama sobre um caminhão, estacionado na porta da unidade, em Salvador, revelou a situação caótica e desesperadora do paciente.
 
 
O idoso agonizava em cima do caminhão com uma fratura de fêmur, com tração trans-esquelética instalada na tíbia esperando o atendimento. Sem poder se levantar e apenas à mercê do atendimento médico para se locomover, ele aguardou por horas um serviço dentro de casa, mas não havia ambulância disponível que o pudesse levar até o hospital. Com a angústia do paciente, familiares e amigos conseguiram um caminhão e colocaram a cama do idoso sobre o veículo, a fim de permitir a ida até a unidade médica.
 
Enquanto uns sofrem e morrem nas portas ou corredores dos hospitais - seja pela falta de atendimento e verdadeiro descaso com o paciente - a saúde pública parece dar curtos passos em relação à urgência que cabe ao assunto. A cada flagrante daquilo que não deve acontecer, a população espera, espera, pega a senha e se ainda houver chance para o atendimento, aprende a ter paciência.

Matéria publicada dia 28 de outubro às 15h26

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