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Salvador deve amanhecer sem ônibus na próxima quarta-feira (20)

[Salvador deve amanhecer sem ônibus na próxima quarta-feira (20)]
14 de Maio de 2015 às 11:56 Por: Bocão News Por: Tiago Di Araújo (Twitter: @tiagodiaraujo)
Na manhã desta quinta-feira (14), representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário no Estado da Bahia (Sintroba) e os trabalhadores se reuniram na quadra do Sindicato dos Bancários, nos Aflitos, para mais uma assembleia com o objetivo de decidir a realização da greve
 
Em clima de total revolta, os rodoviários protestam contra a proposta dos patrões, que segundo eles, após 45 dias, querem apenas negociar os salários, onde a pauta é composta por 28 itens, envolvendo ticket-alimentação, planos de saúde, redução de carga horária, entre outras reivindicações. 
 
“Não podemos receber só ‘não’ dos empresários. Na reunião de ontem, eles fizeram uma proposta de somente negociar os salários. Uma proposta vazia e desrespeitosa”, disse o presidente do sindicato, Hélio Ferreira. Com isso, o representante dos rodoviários acatou o pedido dos trabalhadores e convocou a categoria para realizar uma paralisação nesta tarde, das 15h às 17h, além de uma passeata que "fechará" a Estação da Lapa. 
 
Porém, Ferreira esclarece que essa parada só será realizada nesta quinta. "Esse protesto só vai ser feito hoje", disse e afirmou que os trâmites legais para greve já foram iniciados. "Temos que cumprir os trâmites judiciais para realizar a greve e para que não seja dada como greve ilegal. Sendo assim, temos que cumprir um prazo mínimo de 72 horas". 
 
O presidente deixou claro que caso não haja uma nova proposta dos patrões, a greve será iniciada na quarta-feira (20), após cumprir o prazo legal. "Hoje às 15h vai ter uma assembleia que deve também votar a favor da greve como essa da manhã e na terça uma reunião com a decisão final. Se não tiver proposta nenhuma, Salvador não terá ônibus na quarta", afirmou. 
 
Motoristas e cobradores querem ganho real de 2,5%, ticket de R$ 16 e redução da contrapartida no plano de saúde de R$ 27 para R$ 13,50. Segundo o sindicalista, o patronato só se dispôs a negociar se as discussões se limitassem ao percentual de reajuste e suas implicações, rejeitando as demais reinvindicações da categoria.
 
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