Salvador

Utilidade pública! Saiba o que fazer em caso de ataques de cães ferozes

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Comandante da Brigada de Bombeiros Voluntários K9 conversou com o BNews  |   Bnews - Divulgação Reprodução | Arquivo Pessoal
Alex Torres

por Alex Torres

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Publicado em 26/04/2024, às 20h36 - Atualizado às 21h31



Após registros de ataques de cães da raça pit bull em Salvador, diversas dúvidas começaram a pairar sobre a cabeça da população, principalmente referente a quem recorrer quando acontece esses casos. Vale ressaltar, que nas duas ocorrências onde o referido cachorro praticou o ataque, ambas no bairro da Barra, o dono do animal não foi localizado.

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O primeiro caso aconteceu no dia 10 de abril, por volta das 6h30, na região da Avenida Oceânica. O pit bull estava sem coleira e avançou contra um outro cachorro, que passeava com sua dona. Na ocasião, pessoas que estavam no local tentaram separar os animais com puxões e socos. 

Nesta quinta(25), outro ataque aconteceu na exata mesma localidade. Um cachorro de apenas nove meses foi morto após ser atacado dentro de um restaurante que pertencia aos donos dele. Uma criança com Síndrome de Down, que era uma das donas do animal, presenciou toda a cena. 

De acordo com o comandante França, da Brigada de Bombeiros Voluntários K9, diversas formas equivocadas de interromper esses ataques foram difundidas na internet, quase todas colocando a população em risco. 

"As medidas que estavam sendo divulgadas é para asfixiar, segurar o cachorro para tirar, puxar, colocar uma corda... isso não é técnica adequada para esses tipos de situação. Isso coloca a sociedade em risco, porque a pessoa se expõe e o cachorro pode avançar no rosto da pessoa, podendo se tornar algo até fatal. Se nós, que somos profissionais, não usamos dessas técnicas, como uma pessoa leiga na rua vai fazer uma coisa dessas? São pessoas não habilitadas querendo ensinar técnicas erradas", afirmou o comandante.

Perguntado sobre a melhor estratégia que pode ser adotada por um cidadão comum para que consiga sair dessas situações, tanto em caso de ataques contra seres humanos, quanto para outros animais, o comandante da K9 explicou o método mais eficaz para os casos. 

Se você for uma pessoa leiga e presenciar um ataque de um pitbull, por exemplo, lembrando que você não está com corda e nem nada na mão... então, se você não tem nada nas mãos, a única forma de você fazer um pitbull largar é levantando as duas patas traseiras dele, colocando o cachorro de cabeça para baixo, que ele vai soltar imediatamente", explicou França. 

O agente da Brigada Voluntária explicou ainda que não houve nenhum acionamento para as ocorrências do dia 10 e desta quinta (25). "A gente apenas soube, mas não podemos ir ao local quando a gente não é acionado. Precisamos de uma ocorrência".

Por meio de nota encaminhada ao BNews, a Polícia Militar (PM-BA) explicou que existe uma lei municipal, de número 9108/2016, que prevê o uso de coleira e focinheira em cães de grande porte.

"Por se tratar de uma lei administrativa, é uma orientação e não uma lei penal, portanto não cabe condução e nem prisão por parte da Polícia Militar", afirmou. 

Em caso de ataque do cão contra uma pessoa, a PM pode ser acionada através do 190 e os envolvidos serão encaminhados à Delegacia Territorial. Lembrando que a Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (Coppa) atua com os animais domésticos somente em situações de crime de maus-tratos.

Classificação Indicativa: Livre

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