Saúde

Estudante é baleado na porta de casa em Camaçari e família clama por transferência

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Adolescente levou três tiros e precisa ser transferido para um hospital em Salvador

Publicado em 22/10/2017, às 15h05    Divulgação    Redação BNews

O estudante Urias da Conceição Souza Sena Júnior, 17 anos, foi baleado na porta de casa, na manhã deste sábado (21), em Camaçari. Segundo informações dos familiares, um homem foi até a residência onde Urias mora e chamou o tio dele, quando o mesmo foi abrir a porta, foi alvejado. Um familiar informou que o tio teria uma dívida de drogas, porém o adolescente não é envolvido. "Isso aconteceu às 5h da manhã e ele deu entrada no hospital às 8h30. A gente acredita que foram três tiros, pois tem marcas na cabeça, no pescoço e no ombro. A gente acredita, mas não temos um Raio X para comprovar quantos foram"., disse um parente, que preferiu não ter a identidade revelada.

Segundo o familiar, o estudante continua na maca no Hospital Geral de Camaçari. “Está em uma Semi-UTI, está na maca desde ontem, não foi feito exame, não temos acesso ao relatório  dele”, explicou.  Ainda conforme o familiar, a assistente social do hospital informou que ele precisava ser transferido para o Hospital do Subúrbio, HGE ou Roberto Santos.  “Teria que transferir para Salvador através da Central de Regulação. Desde ontem, tentamos e não conseguimos nada”, disse a enteada do paciente.   

Ao Bnews, a Sesab informou que o “HGC também atende traumas (tiro, facada, queda, etc). Caso a unidade não tenha os recursos médicos necessários, um médico faz um relatório solicitando os recursos e é analisado pela Central Estadual de Regulação, que também tem médicos avaliando os pedidos. Os médicos da Central buscam os leitos ou recursos disponíveis na rede de modo a atender o perfil do paciente”, informou a assessoria. 

As informações do prontuário do paciente são sigilosas, segundo a própria Sesab, amparada por lei. “A Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), cumprindo determinação do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Ministério Público, não fornece o estado de saúde e informações de pacientes internados na rede de assistência estadual”.

Essa medida, que resguarda o paciente e equipe profissional, tem amparo no Código de Ética Médica, Capítulo IX, Artigo 75, em que é vedado "fazer referência a casos clínicos identificáveis, exibir pacientes ou seus retratos em anúncios profissionais ou na divulgação de assuntos médicos, em meios de comunicação em geral, mesmo com autorização do paciente". Ainda no Artigo 73, parágrafo único, a divulgação permanece a proibição "mesmo que o fato seja de conhecimento público ou o paciente tenha falecido". 

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