Saúde

Nelson Teich chega ao Ministério da Saúde tentando fugir de polêmicas

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Ele foi indicado nesta quinta-feira (16) para ocupar o lugar de Luiz Henrique Mandetta, após meses de conflito entre Bolsonaro e o ex-ministro  |   Bnews - Divulgação Reprodução/ TV Brasil

Publicado em 16/04/2020, às 20h20   Redação BNews



O novo escolhido pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Saúde, Nelson Teich, é oncologista e acredita que o isolamento social horizontal é necessário para enfrentar a pandemia de coronavírus. Ele foi indicado nesta quinta-feira (16) para ocupar o lugar de Luiz Henrique Mandetta, após meses de conflito entre Bolsonaro e o ex-ministro.

No último dia 2, Teich publicou em uma rede social um artigo sobre a importância de medidas como o isolamento social, a testagem em massa e o uso de projeções matemáticas no enfrentamento da pandemia. "Além do impacto no cuidado dos pacientes, o isolamento horizontal é uma estratégia que permite ganhar tempo para entender melhor a doença e para implantar medidas que permitam a retomada econômica do país", escreveu.

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No entanto, durante seu pronunciamento no Palácio do Planalto nesta quinta, ele disse que não haverá "definição brusca" sobre esse tema. Seu chefe, Bolsonaro, defende o “isolamento vertical”, restrito somente a grupos de risco, como pessoas que tenham acima de 60 anos.

Trajetória

Formado em Medicina pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, o novo ministro focou sua formação em gestão de saúde. Cursou um MBA na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e um mestrado na Universidade de York (Reino Unido) nessa área.

Teich fundou nos anos de 1990 o Centro de Oncologia Integrado (Grupo COI), onde atuou até 2018. Ele trabalhava como consultor em gestão de saúde.

Segundo o G1, de setembro do ano passado até janeiro deste ano, Teich colaborou com a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos em Saúde (SCTIE) do Ministério da Saúde, gerida por Denizar Vianna.

Por um ano, foi consultor do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Também foi sócio-fundador, junto de Denizar, do MDI Instituto de Educação e Pesquisa.

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