Coronavírus

Bula da Astrazeneca não recomenda vacinação contra covid-19 em grávidas

[Bula da Astrazeneca não recomenda vacinação contra covid-19 em grávidas]
11 de Maio de 2021 às 17:14 Por: Pixabay Por: Pedro Vilas Boas

A bula da vacina da Oxford/Astrazeneca/Fiocruz não recomenda a vacinação contra a covid-19 em grávidas. O documento foi obtido pelo BNews no próprio site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

De acordo com a bula, há dados limitados sobre o uso da vacina contra covid-19 em gestantes. "Os dados são insuficientes para fundamentar um risco associado com a vacina", diz trecho do documento.

A bula informa que os estudos de toxicidade reprodutiva animal não foram concluídos.

"Como uma medida de precaução, a vacinação com a vacina covid-19 (recombinante) não é recomendada durante a gravidez. O uso da vacina covid-19 (recombinante) em mulheres grávidas deve ser baseado em uma avaliação se os benefícios da vacinação superam os riscos potenciais".

Morte

O Ministério da Saúde investiga o caso de uma gestante que morreu no Rio de Janeiro após ter sido imunizada com a vacina Astrazeneca. Apesar do ocorrido, a pasta recomenda a manutenção da vacinação em gestantes, mas reavalia a aplicação em gestantes com comorbidades.

Já Anvisa divulgou nota ressaltando que a vacinação siga a bula, que não recomenda a aplicação em gestantes.

"A orientação da Anvisa é que a indicação da bula da vacina AstraZeneca seja seguida pelo Programa Nacional de Imunização (PNI). A orientação é resultado do monitoramento de eventos adversos feito de forma constante sobre as vacinas Covid em uso no país. O uso 'off label' de vacinas, ou seja, em situações não previstas na bula, só deve ser feito mediante avaliação individual por um profissional de saúde que considere os riscos e benefícios da vacina para a paciente. A bula atual da vacina contra Covid da AstraZeneca não recomenda o uso da vacina sem orientação médica", diz comunicado da Anvisa

Procurada pela reportagem, a assessoria de comunicação da Secretaria de Saúde da Bahia afirmou que seguiu orientação do Ministério da Saúde.

"O Programa Nacional de Imunização (PNI), do Ministério da Saúde, orienta a vacinação de gestantes e puérperas, sem qualquer indicação sobre o tipo de vacina, conforme pode ser observado nos arquivos anexos (Plano Nacional e Nota Técnica 467/2021). O mesmo é responsável pela normatização nacional, o que por vezes, a exemplo da vacina da Pfizer, vai de encontro ao registrado na Anvisa e a orientação do fabricante (segue bula), conforme pode ser observado no Anexo Décimo Quinto, do Ministério da Saúde, no tocante ao intervalo entre doses", justificou.

Ainda segundo a assessoria, a Bahia vacinou utilizando os três tipos de imunobiológicos:  Coronavac (35 pessoas), AstraZeneca (4707 pessoas) e Pfizer (263 pessoas), totalizando até o momento 5005 gestantes e puérperas vacinadas com a primeira dose. "Destacamos que esse número reflete o grupo prioritário e não temos em separado apenas gestantes.  Não há relatos até o momento de complicações", conclui.

A assessoria da Secretaria Municipal ainda não respondeu.

Em Salvador, 21 grávidas tomaram a vacina da Astrazeneca.

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