Saúde

Mulheres, brancas, entre 50 e 59 anos são as principais vítimas fatais de obesidade na Bahia

[Mulheres, brancas, entre 50 e 59 anos são as principais vítimas fatais de obesidade na Bahia]
11 de Outubro de 2019 às 07:53 Por: Agência Brasil Por: Yasmin Garrido 0comentários

A obesidade mata cinco pessoas todos os dias no Brasil. Na série histórica dos últimos 22 anos, entre 1996 e 2017 - dados mais recentes disponíveis no DataSus e coletados pelo BNews -, foram quase 40 mil vidas perdidas em decorrência da doença, que já preocupa as autoridades de saúde do país.

Neste 11 de outubro é comemorado o Dia Mundial da Obesidade e, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (10) pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mais de um quinto da população brasileira é obesa.

Na Bahia, são cinco mortes a cada mês, tendo mulheres brancas, entre 50 e 59 anos, como as principais vítimas no estado. Na proporção, 66% das mortes são de mulheres, enquanto 34% têm homens como vítimas.

No ranking nacional, o estado ocupa a 7ª colocação (em números absolutos) com mais mortes por obesidade no país. A lista é encabeçada por São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná, Rio Grande do Sul e Pernambuco.

Perfil nacional
As vítimas fatais de obesidade do país repetem o padrão baiano - mulheres brancas, entre 50 e 59 anos. Ao todo, 67% do total de mortes é do público feminino. Já na proporção de raça, 60% das mortes é de pessoas brancas.

Obesidade infantil
No Brasil, quase 11% das crianças são consideradas obesas, índice superior à média da OCDE, que é de 9,9%. O número de crianças pré-obesas no país chega a 17,2%.

De acordo com a organização, crianças com peso saudável têm mais chances de ter melhor desempenho na escola e completar o ensino superior.

Já aquelas que apresentam problemas de peso, têm menos satisfação com a vida e têm quase 4 vezes mais chances de sofrer bullying nas escolas, o que pode contribuir para resultados escolares inferiores e diminuir as chances no mercado de trabalho.

Já quanto ao número de mortes de crianças e adolescentes em decorrência de obesidade, no Brasil o índice chega a 1% do total registrado. Na Bahia, a taxa é de 1,5%, acima da média nacional, atingindo mais os jovens entre 15 e 19 anos.

Impacto econômico
A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico declarou, nesta quinta-feira (10), que o sobrepeso representa uma "séria ameaça" para as economias dos países, em razão dos gastos com saúde para tratar doenças crônicas como diabetes e problemas cardiovasculares causadas pelo excesso de peso.

Nos cálculos da OCDE, há previsão de a obesidade reduzir o Produto Interno Bruto dos países da organização em 3,3% no período entre 2020 e 2050. No Brasil, segundo o estudo, o impacto negativo da doença será ainda maior, com redução de 5,5% no PIB.

Outra questão é que a obesidade também reduz a expectativa de vida, com expectativa de que, entre 2020 e 2050, o excesso de peso vá reduzir a expectativa de vida das pessoas em três anos, em média, nos países da OCDE, do G20 e da União Europeia. Já no Brasil, a estimativa é de uma redução de 3,3 anos.

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