Saúde

Para consolidação da saúde, Unimeds entram na mira de Hapvida e NotreDame

[Para consolidação da saúde, Unimeds entram na mira de Hapvida e NotreDame]
29 de Setembro de 2020 às 12:37 Por: Divulgação Por: Redação BNews

A pandemia do novo coronavírus deve acelerar ainda mais a tendência de consolidação do setor de saúde por grandes grupos. Operadoras de planos como Hapvida e Grupo NotreDame Intermédica (GNDI), ficaram ainda mais capitalizadas com a queda da sinistralidade em ritmo maior do que o tombo das receitas, e na outra ponta, os alvos serão cooperativas do sistema Unimed, que dominam o mercado regional, além de clínicas e hospitais. É o que aponta um estudo encomendado para Exame.

Na avaliação da JK Capital, por conta de uma série de aquisições feitas pela Hapvida e NotreDame Intermédica, os potenciais alvos em plano de saúde têm se tornado cada vez mais escassos. Segundo especialistas, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (o Cade) deve limitar aquisições nas principais praças onde esses grupos já possuem participações relevantes.

“Para continuar a crescer, o caminho para esses grupos será adentrar em outras regiões. Mas são localidade onde em muitos casos não existem tantos ativos para aquisição e a Unimed é líder”, diz Luís Mazzarella Martins, sócio da JK Capital. 

De acordo com informações publicadas pela revista Exame, a Unimed é líder de mercado em 123 de um total de 137 mesoregiões do país.

Recentemente a Hapvida e NotreDame Intermédica anunciaram uma série de intestimentos: a Hapvida desembolsou 320 milhões de reais pelo Grupo São José, com forte atuação no Vale do Paraíba, no interior de São Paulo; já o GNDI pagou 1 bilhão de reais em agosto para adquirir a Medisanitas, com operação ampla em Minas Gerais.

O temor pelo contágio do novo coronavírus fez cair o índices de sinistralidade. Na média, a taxa caiu de 81,5% no primeiro semestre de 2019 para 71,7% no mesmo período em 2020. Isso representou uma economia de 11,4 bilhões de reais em despesas para as empresas, de seguradoras e cooperativas às operadoras que administram os planos de saúde.

Segundo Exame, para a Hapvida, a sinistralidade caiu de 76,9% para 58,8%, representando uma economia de 522 milhões de reais nos seis primeiros meses do ano. Para a NotreDame Intermédica, a taxa recuou menos, de 73,2% para 69,1%: o gasto caiu 184 milhões de reais.
 

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